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	<title>Chá Quente &#187; ministério público federal</title>
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	<description>Jornalismo de tecnologia. Por Guilherme Felitti.</description>
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		<title>carta capital: o google brasil entre as estrelas e a escória</title>
		<link>http://www.chaquente.com/2008/07/15/carta-capital-o-google-brasil-entre-as-estrelas-e-a-escoria/</link>
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		<pubDate>Tue, 15 Jul 2008 17:24:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Felitti</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Carta Capital da quinzena (do mês?). Original aqui. * Devo confessar que muito me assusta o ímpeto dos que acreditam que o Google replica no Brasil todo seu potencial de inovação e assustadora competência internacional. Isto quer dizer que a operação nacional do Google é desprezível? Muito longe disto e sobram exemplos para contradizer a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Carta Capital da quinzena (do mês?). <a href="http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&amp;a2=5&amp;i=1439" class="broken_link"  target="_blank">Original aqui</a>.</p>
<p>*</p>
<p>Devo confessar que muito me assusta o ímpeto dos que acreditam que o Google replica no Brasil todo seu potencial de inovação e assustadora competência internacional. Isto quer dizer que a operação nacional do Google é desprezível? Muito longe disto e sobram exemplos para contradizer a tese: <a href="http://idgnow.uol.com.br/internet/2007/10/23/idgnoticia.2007-10-23.9023866086/">a ótima adaptação do Google Maps</a> para o mercado nacional, feito totalmente nos laboratórios do buscador em Belo Horizonte, é, provavelmente, a melhor delas.</p>
<p>Há um boato, não comprovado como todos os boatos, que engenheiros brasileiros, locados também em BH, são os únicos com permissão para mexer no PageRank, o algoritmo de busca e galinha dos ovos de ouro do Google, fora da sede da empresa, na Califórnia.</p>
<p>Mas, <a href="http://dominiopublico.wordpress.com/2007/08/23/espaco-em-branco/">como bem observou uma colega de trabalho</a>, como pode uma empresa que <a href="http://www.google.com/sky/">traz constelações distantes ao usuário</a> dentro de um navegador ou financia <a href="http://www.googlelunarxprize.org/">um concurso milionário</a> para incentivar a corrida espacial não conseguir identificar e limar conteúdo criminoso (pornografia infantil, notoriamente) do Orkut, seu fenômeno social entre internautas brasileiros?</p>
<p>A <a href="http://idgnow.uol.com.br/internet/2008/07/01/apos-novidades-no-orkut-mpf-anuncia-fim-de-acao-contra-google-brasil/">assinatura do Termo de Ajustamento de Condura (TAC)</a> entre Google Brasil e Ministério Público Federal de São Paulo, feito no começo de julho, tem muitos percalços longe da credibilidade que o brasileiros atestam ao buscador criado por Sergey Brin e Larry Page e algumas conseqüências muito boas para a segurança digital dos brasileiros.</p>
<p>A crescente pressão nas relações entre Google Brasil e MPF no decorrer destes quase dois anos em que a fiscalização no Orkut começou a se fazer necessária transformou deu contornos de literatura (barata) ao caso, com dois antagonistas que misturam desprezo pela frase alheia com orgulho por seus últimos passos.</p>
<p>Sejamos mais claros quanto a fatos. Em fevereiro de 2006, a ONG baiana SaferNet encaminhou ao MPF <a href="http://idgnow.uol.com.br/internet/2006/03/09/idgnoticia.2006-03-09.5035653685/">relatório denunciando a existência de conteúdos considerados criminosos</a>, como pornografia infantil, incitação ao ódio, venda de remédios controlados e tráfico de drogas, dentro do Orkut, o que fez com que o MPF intimasse o presidente do Google Brasil, Alexandre Hohagen. Apenas de pornografia infantil, eram mais de 1,2 mil comunidades, aponta o documento.</p>
<p>Começa aí o calvário. Na primeira etapa do processo legal, o Google Brasil adotou uma postura altamente questionável: o responsável pelo Orkut não era o braço brasileiro, mas sim a matriz do buscador, identificada como Google Inc. em esclarecimentos públicos.</p>
<p>Por mais absurdo que soasse, o argumento tinha como razão um impedimento jurídico. Enquanto o MPF exigia provas dos crimes praticados para encaminhar à Justiça um pedido de quebra de sigilo, a legislação dos Estados Unidos, onde estão os servidores responsáveis por armazenar os dados criados e trafegados no Orkut, força a exclusão de imagens de pornografia infantil no ato de suas descobertas.</p>
<p>No impasse, o Google Brasil resolveu lavar as mãos, prometendo &#8220;<a href="http://idgnow.uol.com.br/internet/2006/03/10/idgnoticia.2006-03-10.3702651831/">repassar as denúncias à matriz</a>&#8220;. Acrescente um agravante: o advogado contrato pelo buscador para lidar com a imprensa, Durval Noronha, que tem um escritório de advocacia homônimo, se notabilizou pelos decibéis que atingia quando conversava com a mídia.</p>
<p>Dezoito meses depois, Noronha continua conhecido no meio pelos gritos que dava com jornalistas como se a potência do seu gogó contornasse a falta de um argumento cabível para que o Google Brasil não combatesse os crimes dentro do Orkut. Descobriu-se mais tarde que Noronha foi responsável por <a href="http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=162662">defender o traficante norte-americano William Reed Elswick</a>, refugiado no Brasil e ajudado por Edmar Cid Ferreira.</p>
<p>No primeiro turning point da história, a tensão no caso atinge o ápice em agosto, quando o <a href="http://idgnow.uol.com.br/internet/2006/08/22/idgnoticia.2006-08-22.0464035906/IDGNoticia_view/">MPF pede à Justiça o fechamento do Google Brasil</a>, alegando seguidos descumprimentos de ordens judiciais que exigiam a quebra de sigilo de dezenas de usuários suspeitos de crimes.</p>
<p>&#8220;É uma questão de soberania do Estado brasileiro. Uma empresa que se instala no País, sob as leis brasileiras, tem o dever de atender às solicitações da Justiça&#8221;, afirmou o procurador da República Sérgio Suiama, na época. Ironicamente, o aparente desinteresse do Google Brasil junto à truculência de Noronha alçaram MPF e SaferNet ao posto de defensores dos interesses nacionais frente à multinacional estrangeira. Os personagens da novela estavam a postos.</p>
<p>O antagonismo se manteve sem muitas mudanças no ano seguinte, quando, em um mal explicado teste, <a href="http://idgnow.uol.com.br/internet/2007/08/28/idgnoticia.2007-08-28.4241925897/">o Google Brasil retirou a publicidade integrada ao Orkut</a>, demitiu Noronha e, alegando crescimento do escritório nacional (balela), anunciou uma divisão dentro do Google Brasil para lidar com pedidos da Justiça. Nos bastidores, negociações com Ministério Públicos Estaduais e Federais de 5 Estados (Minas Gerais, Ceará, Pernambuco, Acre e Rio de Janeiro) avançavam a passo de lesma.</p>
<p>Aí vem o segundo turning point. Com a criação da CPI da Pedofilia, <a href="http://idgnow.uol.com.br/internet/2006/03/09/idgnoticia.2006-03-09.5035653685/">Hohagen é intimado a depor no Senado</a> após ignorar o primeiro convite do comissão, presidida pelo senador Magno Malta (PR-ES), que já teve seu nome envolvido no escândalo das Sanguessuas. Pressionado, o Google Brasil <a href="http://idgnow.uol.com.br/internet/2008/04/08/google-contrata-ex-ministro-da-justica-para-se-defender-na-cpi-de-pedofilia/">contratou o ex-ministro da Justiça</a>, Márcio Thomaz Bastos, para elaborar sua estratégia de defesa. No começo de abril, Hohagen falta a confraternização de funcionários do Google no México para depor à CPI e prometeu &#8220;<a href="http://idgnow.uol.com.br/internet/2008/04/09/presidente-do-google-assume-desafio-de-garantir-ambiente-saudavel-no-orkut/">limpar o Orkut</a>&#8220;.</p>
<p>Em julho, <a href="http://idgnow.uol.com.br/internet/2008/06/30/google-brasil-anuncia-novas-ferramentas-para-combater-pedofilia-no-orkut/">o Google Brasil anuncia que cumprirá suas promessas</a>, instalando filtros para impedir a publicação de imagens de pornografia infantil e criando um canal de comunicação com o MPF que permitirá que as denúncias cheguem ao buscador, que quebrará o sigilo dos usuários apontados e enviará informações pessoais, como IP, para a Justiça. Há ainda, soluções pontuais, como a distribuição de cartilhas de educação digital a crianças e reuniões com autoridades para avaliar os avanços no combate à pedofilia.</p>
<p>No meio do caminho, um funcionário da ArkoAdvice, consultoria contratada pelo Google Brasil, é preso lendo documentos sigilosos que apenas membros da CPI poderiam ter acesso, como nomes de crianças que sofreram abuso sexual e foram intimidas a depor. A consultoria não gosta do termo<a href="http://idgnow.uol.com.br/internet/2008/06/26/senado-detem-suposto-lobista-do-google-brasil-na-cpi-da-pedofilia/"> &#8220;lobista&#8221; empregado (com propriedade) pelo IDG Now!</a> e, em contato com este colunista, mente ao afirmar que seu funcionário não viu nada demais.</p>
<p>O depoimento do lobista à Polícia do Senado Federal, <a href="../documentos-de-tecnologia-que-voce-precisa-ler/" class="broken_link" >publicado na íntegra no Chá Quente junto ao texto do TAC</a>, desmente a consultoria.</p>
<p>A notícia expõe o Google Brasil a uma situação delicada no mesmo dia em que Hohagen é novamente chamado para o Senado, o que faz com que o buscador encerre o contrato que tem com a ArkoAdvice, no segundo prestador de serviços demitido em pouco menos de dois anos.</p>
<p>A assinatura do TAC coloca, finalmente, um fim à petulância que o Google Brasil demonstrava no início e dá espaço para que tanto MPF como SaferNet gastem tempo atrás dos outros 10% de pedofilia na internet brasileira que não tem relação com o Orkut.</p>
<p>O próximo alvo, admite Suiama, são serviços de e-mail gratuitos, que podem servir como repositórios online de pornografia infantil, como o Hotmail, da Microsoft, ou o Gmail, do próprio Google. Há indícios de aliciamento de crianças por softwares de mensagens, como o MSN Messenger, mas o MPF admite ser muito difícil fazer qualquer tipo de monitoramento.</p>
<p>O que mudou no antagonismo entre MPF e Google Brasil? A pergunta suscita respostas que pendem para o lado escolhido.</p>
<p>O Google Brasil se diz aliviado por ter chegado a um acordo em que seus funcionários responsáveis por avaliar se as denúncias de pornografia infantil realmente o são não seriam enquadrados pela legislação brasileira, que prevê o envio do conteúdo como crime, mas não seu armazenamento. O MPF segue um discurso pontuado por &#8220;finalmentes&#8221; e palavras que seguem o caminho de um império que se curvou às regras regionais do país.</p>
<p>Em quem acreditar? Na imaturidade geral, fique com seu raciocínio. Melhor não dar atenção a uma rixa que envolve mais os próprios nomes que a razão primordial da lambança: a segurança dos brasileiros na internet.</p>
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		<title>começa com um lobista (ou a confusão da cpi da pedofilia)</title>
		<link>http://www.chaquente.com/2008/07/08/comeca-com-um-lobista-ou-a-confusao-da-cpi-da-pedofilia/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Jul 2008 23:08:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Felitti</dc:creator>
				<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[cpi da pedofilia]]></category>
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		<description><![CDATA[Alguns dados pra ti sobre a detenção de um suposto lobista do Google pelo Senado Federal. Rildson Moura é funcionário antigo da AkroAdvice. Circula pelos corredores da Câmara e do Senado há ¨mais de 20 anos¨, segundo a própria consultoria. Fica difícil apontar se o acesso indevido a dados da CPI da Pedofilia foi seu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns dados pra ti sobre <a href="http://idgnow.uol.com.br/internet/2008/06/26/senado-prende-suposto-lobista-do-google-brasil-na-cpi-da-pedofilia/" target="_blank">a detenção de um suposto lobista do Google pelo Senado Federal</a>.</p>
<p>Rildson Moura é funcionário antigo da AkroAdvice. Circula pelos corredores da Câmara e do Senado há ¨mais de 20 anos¨, segundo a própria consultoria. Fica difícil apontar se o acesso indevido a dados da CPI da Pedofilia foi seu primeiro delito, mas pessoas ligadas ao Google acreditam que não.</p>
<p>Explica-se: ao entrar atrás da mesa dos senadores responsáveis por tocar a CPI e mexer em documentos destinados apenas a ele e a técnicos votados para o grupo de trabalho, Moura foi visto por Thiao Tavares, presidente da SaferNet.</p>
<p>Tavares avisou Magno Malta, <a href="http://www.senado.gov.br/sf/senadores/senadores_institucional.asp?codparl=631&amp;leg=a" target="_blank">senador do PR pelo Espírito Santo</a>, que <a href="http://www.senado.gov.br/web/senador/magnomalta/boletim/culto181104.htm" target="_blank">prega em pleno Senado</a>, é <a href="http://www.youtube.com/watch?v=qOgwLu2m-8M" target="_blank">contrário à criminalização da homofobia</a> (criaria ¨<a href="http://www.senado.gov.br/JORNAL/noticia.asp?codEditoria=21&amp;dataEdicaoVer=20080626&amp;dataEdicaoAtual=20080626&amp;nomeEditoria=Plen%E1rio" class="broken_link"  target="_blank">um império homossexual no Brasil</a>¨) e foi indiciado pela Policia Federal por <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL31859-5601,00.html" target="_blank">participação no esquema dos Sanguessugas</a>.</p>
<p>No começo da sessão da CPI, Malta pediu que Moura fosse encaminhado à <a href="http://www.senado.gov.br/sf/senado/spol/asp/APS_Principal.asp" target="_blank">Seseg</a>, a Polícia do Senado Federal, para dar os devidos esclarecimentos. Tavares foi junto. O registro oficial do depoimento de ambos está  disponível neste Chá e ajudará a elucidar algumas dúvidas mais a frente.</p>
<p><a href="http://www.senado.gov.br/secs_inter/noticias/radio/arquivos/audio/0626_cpip_01.mp3" class="broken_link"  target="_blank">Na gravação da sessão</a>, Malta diz que fará notificação contra Moura e até admite conhecê-lo, classificando-o como ¨um pequenininho, magrinho¨ que, no dia anterior à detenção, foi falar-lhe que ¨nossos advogados (do Google) chegaram aí¨.</p>
<p>Em seguida, Demóstenes Torres, <a href="http://www.senado.gov.br/sf/SENADORES/senadores_institucional.asp?codparl=3399&amp;leg=a" target="_blank">senador do Democratas por Goiás</a>, admite ter recebido na mesma semana em seu gabinete advogados do Google.</p>
<p><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Lobbying" target="_blank">A Wikipedia em inglês define como lobby</a> ¨tentativas de influenciar legisladores e políticos, sejam por outros legisladores, grupos privados ou eleitores¨. Teoricamente (<a href="http://www.blogdomurillodearagao.com.br/index.asp?area=2&amp;dia=27&amp;mes=06&amp;ano=2008&amp;idnoticia=55521" target="_blank">e como alegou a Arko depois da detenção</a>) fazer lobby não é crime desde que, assim como toda outra atividade em sociedade, não envolva a quebra de nenhuma lei.</p>
<p>Ter acesso a dados (como nomes de crianças vítimas de abuso sexual) voltados apenas aos que compõem a CPI da Pedofilia é, sim, uma quebra legislativa.</p>
<p>Em contato com este repórter, a AkroAdvice argumentou que Moura não fez nada de errado por ter visto apenas informações públicas no documento, alegando que qualquer jornalista ¨faria o mesmo em uma pilha de documentos jogada sobre uma mesa¨.</p>
<p>A transcrição do depoimento de Moura (disponível na nova sessão ¨<a href="http://chaquente.com/documentos-de-tecnologia-que-voce-precisa-ler/" target="_blank">documentos de tecnologia que você precisa ler</a>¨), onde assume ter visto o nome das crianças convocadas, contradiz a AkroAdvice<br />
<a href="http://www.senado.gov.br/agencia/arquivos/imagens/amzcus.JPG" class="broken_link" ><img class="aligncenter size-full wp-image-934" title="google_cpi" src="http://www.chaquente.com/wp-content/uploads/2008/07/google_cpi1.jpg" alt="" width="450" height="338" /></a></p>
<p>O encontro admitido pelos senadores durante o começo da sessão da CPI da Pedofilia foi uma reunião em que o próprio Moura acompanhava os representantes legais do Google Brasil (<a href="http://idgnow.uol.com.br/internet/2008/04/08/google-contrata-ex-ministro-da-justica-para-se-defender-na-cpi-de-pedofilia/" target="_blank">soube da história do Márcio Thomaz Bastos?</a>) com os políticos.</p>
<p>Dias depois, o Google confirmou que o contrato com a AkroAdvice tinha sido rompido. Em tecnologia, resta agora à consultoria prestar serviços à Microsoft (sabia?). Ironicamente, dias depois do lobista ser detido, o <a href="http://idgnow.uol.com.br/internet/2008/06/30/google-brasil-anuncia-novas-ferramentas-para-combater-pedofilia-no-orkut/" target="_blank">Google Brasil veio a público afirmar</a> que cumpriria não apenas<a href="http://idgnow.uol.com.br/internet/2008/04/09/presidente-do-google-assume-desafio-de-garantir-ambiente-saudavel-no-orkut/" target="_blank"> as ferramentas prometidas por Hohagen em seu primeiro depoimento </a>na CPI.</p>
<p>O escândalo teve alguma influência <a href="http://idgnow.uol.com.br/internet/2008/07/01/apos-novidades-no-orkut-mpf-anuncia-fim-de-acao-contra-google-brasil/" target="_blank">na assinatura do TAC</a>, anunciado menos de uma semana após o caso Rildson Moura, entre Google Brasil, Ministério Público Federal de São Paulo (afinal o Google já tinha acordo com todos os outros MPFs do Brasil) e a SaferNet? Google diz que não e MPF afirma que, na sexta, enviou ultimato ao buscador.</p>
<p>No meio de uma apuração gigantesca que um dia vai ganhar estas páginas (é, o que a falta de tempo não faz), fica claro que a história está cercada de interesses. O Google Brasil limpa as mãos falando que sempre colaborou com a Justiça (mentira!), enquanto tanto MPF como SaferNet criticando acidamente um total descaso do Google quanto à operação brasileira do buscador.</p>
<p>Ponderações, por favor: o Google justifica a demora argumentando que temia pela equipe que avaliará manualmente conteúdo supostamente pedófilo acusado pela MPF, já que a legislação brasileira prevê que o envio ou recebimento (mas não o armazenamento) de pornografia infantil é crime (e, afinal, o que eles mais fariam, não?).</p>
<p>O Google Brasil afirma que o problema foi resolvido na semana anterior da assinatura do TAC, com a &#8220;imunização&#8221; da equipe responsável pela avaliação manual de conteúdo &#8211; não há risco que a funcionárias, que têm um evidente acompanhamento psicológico, sejam presas pelo trabalho.</p>
<p>Por outro lado, diz o Google Brasil que já tinha começado a negociar acordos para fornecimento de dados sigilosos de usuários criminosos com MPFs de Minas Gerais e Ceará e com Ministérios Públicos Estaduais de Pernambuco, Acre e Rio de Janeiro.</p>
<p>A negociação fragmentada é outra herança da antiga equipe de defesa do buscador, encabeçada pelo escritório <a href="http://www.noronhaadvogados.com.br/" target="_blank">Durval Noronha Advogados</a>, cujo fundador e motivo do nome é amplamente conhecido por gritar com jornalistas em coletivas de imprensa.</p>
<p>Em determindo momento de uma entrevista para um grupo de jornalistas por telefone, a cumadre de baia Daniela Moreira simplesmente largou o gancho do telefone, colocou no viva-voz e todo o IDG Now! pode ouvir os berros de Noronha sobre uma suposta falta de relação entre Google Inc. e Google Brasil.</p>
<p>Talvez você goste de saber que o mesmo Noronha que defendeu o Google no Brasil defendia o traficante norte-americano <span><span style="font-size: 12px; font-family: verdana;">William Reed Elswick, refugiado no Brasil e ajudado por Edmar Cid Ferreira, ex-dono do Banco Santos preso (<a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u113401.shtml" target="_blank">e solto</a>) em 2006 <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u113054.shtml" target="_blank">acusado de lavagem de dinheiro, crime contra sistema financeiro e formação de quadrilha</a>, como <a href="http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=162662" target="_blank">comprova clipping do Ministério do Desenvolvimento </a>para nota de Clay Scholz no Estado de São Paulo.<br />
</span></span></p>
<p>Cite o nome de Durval para executivos do Google Brasil e a reação tende a ser a mesma: um murmúrio, seguido de uma rara confissão em voz baixa que contratá-lo não foi uma boa idéia. Informalmente, pessoas ligadas ao buscador admitem que contratar Durval foi um erro que fez com que qualquer um que tivesse qualquer birra com o Google subisse sobre a petulância do seu comportamente na época.</p>
<p>O escritório de Noronha se foi logo após uma ainda mal explicada<a href="http://idgnow.uol.com.br/internet/2006/10/27/idgnoticia.2006-10-27.8989809606" target="_blank"> integração de publicidade no Orkut</a>, que fez com que <a href="http://idgnow.uol.com.br/internet/2007/08/20/idgnoticia.2007-08-20.5298776748" target="_blank">a SaferNet acionasse o Conar</a>, <a href="http://idgnow.uol.com.br/internet/2007/08/28/idgnoticia.2007-08-28.4241925897" target="_blank">o Google cancelasse os testes</a> e um novo departamento jurídico fosse criado dentro do buscador (<a href="http://idgnow.uol.com.br/mercado/2007/12/17/idgnoticia.2007-12-17.3247580977/paginador/pagina_2" target="_blank">não engula a justificativa oficial que relaciona o departamento com o crescimento do Google Brasil</a>).</p>
<p>A história entre Google Brasil e MPF é pontuada por enganações e ilusões por ambos os lados. Quando a CPI foi instaurada, a compreensão foi um pouco piorada pela entrada dos senadores na jogada &#8211; não deixa de embrulhar o estômago ver Magno Malta posando de protetor da moral da família brasileira <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080614/not_imp189252,0.php" target="_blank">xingando pedófilos</a> (é anarquia, então? nêgo não vai ser julgado? não bastam leis, têm que extrapolar?) <a href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/06/13/materia.2008-06-13.0433593637/view" class="broken_link"  target="_blank">em depoimentos um tanto questionáveis </a>na CPI da Pedofilia.</p>
<p>Depois deste tijolo, não custa aconselhar: tome cuidado com o quê você lê.</p>
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