Chá Quente

Jornalismo de tecnologia. Por Guilherme Felitti.

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Joost perto da final! mas no Brasil?

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Comentário rápido aproveitando a versão 0.9 do Joost, que inundou a caixa postal dos beta testers na manhã desta terça-feira (03/04).

O programa começa a assumir sua forma final, os convites para testes estão cada vez menos escassos e até comercial o Joost já tem (que ironia linkar um comercial do Joost dentro do YouTube).

Os criadores não deram prazo, mas citaram lançamento ainda no primeiro semestre. Improvável que passe disto.

Curioso é que a propaganda do Joost, quem diria?, tem freqüentado as telas da Elemídia que povoam elevadores pelo Brasil, informa a cumadre Daniela Louise (que finalmente trouxe seu BraunCafé pro WordPress). Sinal de algo?

Written by Guilherme Felitti

April 4th, 2007 at 4:36 am

do youtube/google: Tina Turner + AC/DC

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[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=AEwlU6O9xHE]

O cumpadre Menotti já tinha avisado e seu companheiro de Atonal Ronaldo deu o vasari (é assim mesmo?): os BellRays vêm pro Brasil no dia 31 de maio tocar no Inferno, inferninho (dããããr) no meio dos puteiros da Augusta.

Li em algum lugar algum dia que os BellRays soam com se o Iggy Pop desse lugar à Tina Turner à frente dos Stooges.

É pouco. Comece pelo vídeo do cover da clássica “Highway to Hell” acima, que cumpre bem sua função de fazer você querer sair pro clube de rock mais próximo da sua casa, e depois vai ouvir “Fire in the Moon”, ok?

Se tua voz lembrar a da Tina Turner e você pretende ser band leader, mê avisa pelo e-mail, tá bom?

Written by Guilherme Felitti

April 4th, 2007 at 4:16 am

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do youtube/google: a guerra racial de Los Angeles em 1992

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[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=cYkqIqMbRy8]

Na apuração da nota sobre a proibição do peer-content na França, topei com um mini-documentário que explica a guerra civil que Los Angeles se meteu em 1992 após o espancamento do negro Rodney King por policiais brancos.

Mais que a explicação teórica sobre a tensão racial dos Estados Unidos, que ecoam Martin Luter King, o que mais impressiona no documentário são as cenas do riot em si: jovens negros tomam o bairro de South Central.

Berço de Hollywood e segunda maior cidade dos Estados Unidos, Los Angeles foi abandonada pela polícia, que temia pela reação (justificada) da comunidade negra após o espancamento e absolvição dos policiais brancos.

Morreram 60 pessoas. E, incrivelmente, foi há apenas 15 anos.

Written by Guilherme Felitti

March 19th, 2007 at 5:15 am

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os críticos do NYTimes e a digitalização do cinema

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O New York Times colocou dois críticos para baixar filmes, assistí-los no PC e escrever como a revolução digital poderá afetar nossa experiência cinmatográfica.

Por incrível que pareça, as críticas de Manohla Dargis e A. Scott é bem mais otimista do que poderia se imaginar de um crítico deste naipe (preconceito meu?).

Como diz Scott,

It is now possible to imagine — to expect — that before too long the entire surviving history of movies will be open for browsing and sampling at the click of a mouse for a few PayPal dollars.

Evidentemente, há problemas, como computadores lentos e a total falta de intimidade ainda de cinéfilos mais velhos com a máquina, classificada como “infernal” por Dargis, que continua.

(…)you may soon wonder why you’re spending so much time and energy to watch films you’ve never heard of on your computer rather than watching a “Children of Men” DVD on your dreamy big television.

(Tungado do Olha Só).

Written by Guilherme Felitti

March 19th, 2007 at 5:01 am

iGoogle: o primeiro de (prováveis) tantos outros

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Rápidas considerações sobre o acordo entre iG e Google, revelado na semana passada. Outras boas análises saíram tanto pelo Henrique como pelo Ralphe.

1 – É o primeiro contrato de grande porte (leia-se: com um portal) do AdSense no Brasil. Ponto pro iG: as buscas de todos os portais são péssimas. Sorte do Google: a quantidade de conteúdo do iG deve render uma bela fatia publicitária.

2 – Caio Túlio, presidente da Brasil Telecom Internet, comentou que agora o iG pode se concentrar em conteúdo em português de qualidade. A afirmação faz sentido, sim, se o iG mudar da atual aposta em blogs sem links e cópias de Web 2.0 (iGpedia e Minha Notícia, já disse, são de doer) para conteúdo merrrmo.

3 – Líder de conteúdo e de páginas vistas da web brasileira, o UOL não tem um acordo do tipo fechado. Quem fecha? O Google Brasil já disse que o acordo com o iG não é exclusivo, mas deve atrasar futuros outros contratos.

4 – O UOL é conteúdo. A Globo.com é multimídia (vídeo, principalmente). O iG é peer-content. O Terra é acesso banda larga. Se você previsse futuras estratégias de plataformas de links patrocinados, atacaria qual? Eu iria no primeiro.

5 – O Google Apps nem bem saiu do papel e o Google Brasil já aventa a possibilidade de oferecer serviços corporativos pelo iG – o Gmail é o primeiro, uma espécia de laboratório. Nada confirmado ainda.

Written by Guilherme Felitti

March 13th, 2007 at 6:51 am

do youtube/google: futebol intelectual do Monthy Python

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[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=moWZm66J_yM]

Mais inacreditável que a imaginação do Monthy Python é saber que o grupo tinha um programa semanal repleto dos quadros mais lisérgicos do humor mundial.

Vide a pérola aí em cima. No International Philosophy, filósofos gregos e alemães entram em campo para disputar sua supremacia no futebol.

De um lado, Platão, Aristóteles, Sófocles, Sócrates (não aquele) e Arquimedes, liderados por Heráclito. Do outro, Kant, Wittgenstein, Nietzsche e Beckenbauer(???) liderados por Hegel. Quem apita a partida é Confúcio.

De tão truncado, os alemães apelam e colocam Marx no jogo. O final do quadro é impecável – golaço de dar gosto.

Written by Guilherme Felitti

March 2nd, 2007 at 4:08 am

o Joost vai bem, o YouTube vai

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Dizer que o YouTube está em risco é arriscado – considere sua imensa popularidade aliada à ação do poderoso Google. Mas é o juggernaut do vídeo online vai se encaminhando para uma situação nada agradável.

Saiu nesta segunda o anúncio da parceria entre Joost e Viacom. O suposto ‘YouTube killer’ poderá transmitir – de graça – programas da MTV e filmes da Paramount Studios – mesmo que haja, nenhum dinheiro foi quantificado no acordo.

Mesmo ainda em Beta – versão 0.7 em testes, vá lá pedir seu convite -, o Joost já conseguiu o que o YouTube não tem: a benção de um conglomerado de mídia, enquanto o site do Google fecha uma série de acordos que, se “legalizam” a presença de canais no site, não apontam para nenhum modelo comercial sustentável.

Enquanto isto, o Google/YouTube vai queimando gordura. E dá-lhe gordura pra queimar da popularidade caso acordos semelhantes sejam fechados – colocar trechos do Letterman, como a CBS faz, não vale.

Outra coisa: assistir ao Joost é rebaixar o YouTube no quesito qualidade. No primeiro, as imagens fluem muito bem a ponto de, aliado a uma ótima interface, seu notebook parecer uma TV. Sem telas pequenas e granuladas.

OK, se o Joost abrir sem filtragens de conteúdo compartilhados, vai ter o mesmo problema legal. E o YouTube ainda é mais legal (não no sentido jurídico, por favor) pela quantidade de videos sensacionais – veja o Do YouTube deste blog.

Mas já são ótimos indicativos pros caras que têm Skype e Kazaa na corcunda.

O Joost ainda não tem data de estréia. Até lá, o Google tem espaço para provar que Mark Cuban não tinha razão.

Written by Guilherme Felitti

February 22nd, 2007 at 2:46 am

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do youtube/google: elis atrás da porta

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[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=35FPZR24djg]

É meio da tarde e o buddie Vinícius Cherobino interrompe meu trabalho com um link do YouTube. “É a Elis cantando ‘Atrás da porta’ depois de terminar um casamento. Foda”. Foram seis dias até que a reprodução do vídeo.

Não há como não concordar com Cherobino. Em palco com uma horrenda roupa dos anos 80, Elis inicia a música de Chico Buarque abatida. E vai desmanchando aos poucos. Esconde o rosto com os cabelos, pressionados pelas mãos em forma de concha.

Quando levanta a cabeça, Elis chora. Copiosamente. Reza a lenda que, na noite anterior, seu casamento com César Camargo Mariano, que arranja e toca piano no show, havia acabado.

No final da canção, uma abatidíssima Elis surrusa que rastejará “até provar que ainda sou tua” com a voz falhada pelo choro.

Uma conversa com a patroa revela que a própria Maria Rita também passou por momento parecido em temporada feita em São Paulo no final de 2004, chorando copiosamente ao cantar “Vero” após o fim do casamento.

Vale o lembrete: o vídeo é nada aconselhável a corações com feridas recentes.

Written by Guilherme Felitti

February 22nd, 2007 at 2:43 am

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bem-vindo a 2007?

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iPhone, YouTube bloqueado no Brasil, configuração do Notebook para Todos, lançamento mundial (e nacional) de um novo Windows (o Vista), TV ainda mais online pelo Joost, 100 milhões de celulares (PDF), Flickr e del.icio.us no Brasil, (suposto) primeiro computador quântico, Second Life dobrando de população em dois meses

E nêgo ainda tem coragem de falar que 2007 só começa agora, depois do Carnaval? O ano começou quente. Vamoaí.

Written by Guilherme Felitti

February 22nd, 2007 at 2:43 am

do youtube/google: a Web 2.0

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[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=6gmP4nk0EOE]

Para quem acha que entende bem e pra quem não tem a mínima idéia do que Web 2.0 é, uma dica: guarde o vídeo acima para assistir de vez em quando.

Michael Wesch, professor-assistente de antropologia cultural da Universidade do Kansas, espremeu em cinco minutos alguns dos preceitos básicos do movimento, sem se concentrar nos serviços, mas num histórico da web.

Wesch chega ao ponto da web centrada no indivíduo sem termos acadêmicos ou técnicos – seu principal mérito. Não é a toa que é o atual (09/02) vídeo mais linkado no Technorati – com 5 vezes mais referências que o segundo colocado.

Ainda que não esclareça totalmente, é um ótimo ponto de partida para iniciantes e uma espécie de filtro para baboseira que iniciados ouvem (e falam).

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Written by Guilherme Felitti

February 9th, 2007 at 10:37 pm