Chá Quente

Jornalismo de tecnologia. Por Guilherme Felitti.

orkut dando grana finalmente

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Você viu que o Orkut começou a dar receita? Pro site mais popular do Brasil (17 milhões de usuários que passam, em média, quase 4 horas por mês conectados), a notícia é bem relevante. Replicando o post do Idéia 2.0 e o comentário na CBN sobre o assunto que, sei lá porque, não abre aqui. Clique e ouça.

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Pouco menos de cinco anos após ser lançado, o serviço online mais popular do Brasil deixou apenas de consumir e passou a render dinheiro para seu responsável.

Sem qualquer alarde, o Google começou a testar publicidade integrada à rede social Orkut para tentar transformar o acesso de mais de 17 milhões de brasileiros, segundo o Ibope//NetRatings, em lucros para a companhia.

Oficialmente, o Google Brasil afirma que começou testes com um pequeno grupo de usuários do Orkut no terceiro trimestre de 2008, e que a publicidade atingiu todos os outros inscritos antes do final do ano.

Não notou ainda? Entre na sua conta no Orkut e veja o grande espaço quadrado reservado aos banners.  Ali rodam publicidades de serviços do buscador, anúncios de outras empresas e os links patrocinados do AdSense.

Não é a primeira vez que o Google Brasil tenta lucrar com o Orkut. Em agosto de 2007, o buscador foi forçado a parar os testes após o SaferNet pedir que o Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar) investigasse a veiculação de anúncios em comunidades com conteúdo criminoso, como pedofilia, tráfico de drogas e incitação ao ódio.

Os testes aconteceram um ano antes do Ministério Público Federal (MPF) encerrar a ação que mantinha contra o Google Brasil, que ameaçava até mesmo a operação do buscador por aqui, após novidades introduzidas pela empresa no calor da CPI da Pedofilia.

Pessoas próximas ao assunto afirmam que os problemas identificados na ocasião foram desvios não previstos e serviram como alerta para o desenvolvimento contínuo da ferramenta de publicidade.

A segunda maneira como o Orkut vem rendendo receita ao Google é o desenvolvimento de skins para companhias aptas a pagar o buscador, modelo empregado pelo MySpace (com bastante sucesso, diga-se de passagem) lá fora.

No Natal de 2008, a operadora Oi financiou o primeiro skin, em acordo financeiro cujos valores o Google Brasil não revela.

“O Orkut já gera receita”, anuncia Carlos Félix Ximenes, diretor de comunicação do Google Brasil. Se ele se paga? O Google Brasil não diz. Mesmo que ainda não, ver que a rede social preferida dos brasileiros deixou de ser apenas uma draga, seja de tempo ou de dinheiro, já é uma ótima notícia para o buscador no país.

Written by Guilherme Felitti

January 31st, 2009 at 3:20 pm

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a bola é minha, cansei de jogar

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Na semana em que divulgou queda de 14,1% em publicidade (a verba que REALMENTE segura uma publicação) no quarto trimestre, o New York Times publicou um editorial defendendo a idéia que jornais deveriam ser uma espécie de ONG que não têm lucro como principal objetivo.

Por mais que, pelo momento em que foi publicado, esteja carregado de ranço, o texto do New York Times vale ser lido pela ousadia de propôr que jornais deveriam ser mantidos não pela publicidade ou pela circulação, mas pelas doações da sociedade. Os mecenas da Grécia antiga estariam de volta para bancar o jornalismo em uma sociedade livre, como reverbera o texto no seu início citando uma frase de Thomas Jefferson.

O próprio New York Times adianta o potencial risco de um jornal bancado por doações: a mesma legislação norte-americana que dá isenção de impostos àqueles que doam dinheiro proíbe que instituições ou veículos do tipo façam qualquer tipo de campanha a favor ou contra um político, por exemplo.

O hábito, tão disseminado nos Estados Unidos (o próprio New York Times endossou Obama a dias da eleição norte-americana), quase não serai sentido no Brasil, onde pouquíssimos veículos (como a Carta Capital, onde este blogueiro escreve sobre tecnologia) assumem publicamente uma posição que, quando não o fazem, costumam esconder em entrelinhas.

Vale a pena perder a liberdade de apoiar um candidato, mas continuar a vigiar uma administração pública, defende o editorial.

O jornal faz os cálculos: para manter uma redação independente e suprida suficientemente para realizar um bom jornalismo, seriam necessário 5 bilhões de dólares anualmente – o arrecadado com publicidade, online ou impressa, e circulação, o número seria abatido para os doadores.

Cinco bilhões de dólares é muita coisa. Pegue o exemplo da Wikipedia. Mesmo com a relevência construída como mais ampla e consultada enciclopédia online da internet, o projeto conseguiu arrecadar 6,2 milhões de dólares em sua última campanha para angariar fundos.

Pouco mais de seis milhões de dólares. Pelo histórico de jornalismo de qualidade ou pela relevância construída pelos anos fora da internet, o NYTimes tem um potencial muito maior para arrecadar verbas. Mas maior o suficiente para atingir a casa dos bilhões?

Em números, a grana arrecadada em publicidade online cresceu 6,5% para 1,77 bilhão de dólares em 2008. No total, porém, a receita por anúncios caiu 13,1% para 468 milhões (adivinhe porque?) pela queda na receita do impresso durante o ano.

Mesmo sendo um dos jornais que melhor vem apresentando novas soluções além da simples reprodução do texto impresso em hipermídia  - reportagens multimídia e o blog Open, onde vem divulgando APIs e novidades envolvendo programação, por exemplo -, o NYTimes é um dos estandartes da decadência financeira da imprensa impressa.

É o definhamento lento e ao vivo. Jornalismo de qualidade, porém, custa dinheiro. Se o New York Times vai atrás do modelo baseado em doações após se livrar do seu império (algo que já começou com a negociação da participação no time de beisebol Boston Red Sox), a dúvida fica no ar.

Update: o Silicon Alley Insider fez a conta: se enviar um Kindle para que cada leitor leia, de graça, o jornal diariamente, o NYTimes vai gastar metade da verba empregada para imprimir e enviar uma edição de papel aos leitores.

Written by Guilherme Felitti

January 31st, 2009 at 3:19 pm

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campus party 2009

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Cobertura rolando (com a Ly e o Cauã) lá no Campus Blog do IDG Now!. Se por acaso me avistar, dê um alô. Sério.

Na terça-feira, divido mesa com a chefia Braun, os sultões do Jovem Nerd e Maestro Billy e Mellancia, num painel mediado pelo Cris Dias, pra discutir podcast. Aparece lá e tenta arrumar espaço entre as dezenas de adoradores do Jovem Nerd.

Durante a semana, esboço lá no Campus Blog um roteiro de coisas interessantes pra fazer. Vale avisar: a quantidade de pessoas relevantes, fora dos de sempre, fazendo eventos com bom potencial aumentou MUITO. Fica ligado lá.

Written by Guilherme Felitti

January 17th, 2009 at 3:13 pm

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uma tonelada de coisas pra ler

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Uma seleção de artigos, ressucitada de junho, que me chamaram a atenção nas últimas semanas. Aproveite. Em comum, crise do impresso, novos modelos comerciais para publicação de conteúdo e ação de empresas e indivíduos na mídia social.

NBC’s Mara Schiavocampo: Inside her digital toolkit from Nieman Journalism Lab on Vimeo.

*New Media Venture Turns Bloggers Into Print Journalists (boletins diários regionais com posts de blogs são um bom novo modelo de negócios para o conteúdo online?)
*93 of top 100 brands don’t control their Twitter name
*If you are laid off, here’s how to socially network (rodou? ajuste suas informações na mídia social para algo mais tragável profissionalmente)
*Informação e credibilidade no Twitter(Raquel Recuero escrevendo sobre Twitter é algo a se ler)
*End Times (The Atlantic prevê: NYTimes não chega ao segundo semestre. E o NYTimes responde)
*The New Journalism: Goosing the Gray Lady (mais: quem são os caras que estão tentando livrar o NYTimes da derrocada apostando em um novo jornalismo que mistura apuração e programação)
*The Man Who Discovered Oxygen (Maybe) and Gave the World Soda Water (outra resenha sobre o novo livro do Steven Johnson)
*Enjoying the show, avoiding the flamethrower: life inside Apple (insigths sobre trabalhar dentro da Apple)
*What Carriers Aren’t Eager to Tell You About Texting (pacotes ilimitados de SMS ainda têm uma liquidez impressionantes para operadoras. a razão? o envio de mensagens por uma faixa “gratuita”. leia pra entender)
*O New York Times lança sua API: Why just read the news when you can hack it? (outro bom texto sobre APIs e jornais, com um trocadalho foda no título)
*Live stream from Gaza hosted on Ustream (sabe a história do horror da guerra no teu colo? estão transmitindo ao vivo uma estrada em Gaza)
*Profile of a backpacker: Inside Mara Schiavocampo’s toolkit (lá em cima, o vídeo explicando o trabalho da jornalista multimídia do site da NBC)
*The Use of the Internet by America’s Largest Newspapers (2008 Edition) (como os maiores jornais norte-americanos usam a internet)
*New Media Journalism Gets $5 Million from Knight Foundation (notícia pra se arquivar junto à do investimento de US$ 25 milhões que o Huffington Post recebeu)

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January 17th, 2009 at 3:12 pm

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a contestação grassroots do katrina

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Durante a crise do Katrina, uma moradora de Nova Orleans sobe ao seu sótão (e depois ao teto) e começa a filmar a tragédia do ponto de vista das vítimas. As filmagens são cruas, instáveis e acompanhadas pelas reações reais de espanto e medo ao se registrar uma placa de trânsito quase coberta pela água.

Trouble the water” é um documentário que aproveita as imagens feitas por Kimberly Rivers Roberts (chamada de nova estrela pela Rolling Stone) e documenta, aí não efetivamente no olho do furacão (literalmente) as consequências do Katrina não só para Nova Orleans, mas pra seu povo.

Não se trata de um filme de tragédia, mas sim de um filme sobre política, sobre o ridículo das decisões políticas envolvidas no resgate dos atingidos pela barragem cedida que levou à enchente e consequente morte de 1.863 pessoas. É a real contestação grassroots.

Não encontrei em lugar nenhum uma possível data de estreia do filme no Brasil. No Movie Mobz, comecei a mobilizar uma sessão no Reserva Cultural. Se você também tem vontade de ver o filme, entra lá. A New Yorker também tem uma bela resenha sobre o filme.

Written by Guilherme Felitti

January 14th, 2009 at 3:05 pm

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a terceira api do nytimes

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Na semana passada, o New York Times apresentou sua terceira API: a Congress API aproveita a renovação na Casa de Representantes e no Senado norte-americanos para oferecer dados sobre aqueles que assumirão os cargos em 20 de janeiro.

A primeira, chamada Campaign Finance API, também era sobre política, mas aproveitava as eleições norte-americanas para dar uma visão mais detalhada sobre os financiadores das campanhas de Barack Obama e John McCain.

Com a primeira API, era possível criar aplicações ou demonstrações gráficas de dados usando informações como nome, sobrenome e região em que moram os doadores, com duas atualizações de dados previstas pelo jornal.

Pela segunda, o New York Times empacotou mais de 22 mil resenhas sobre filmes já publicadas no jornal desde 1924 na Movie Reviews API, ainda bastante primária, algo que o próprio blog Open, responsável pelo desenvolvimento do NYTimes, admite:

For various reasons, we can’t (yet) give you direct access to things like trailers and video clips. But we can give you an easy way to link back to our site to view them.

A terceira é um bocado mais ampla, tanto pelo maior número de categorias de filtragem como pela amplitude dos dados integrados à API: são registros dos placares votações no Senado e na Câmara, posicionamentos em questões chaves e biografias sobre os políticos desde variadas datas.

O usuário pode usar as informações e, principalmente, as ferramentas oferecidas pelo NYTimes para integração com outros serviços, integradas à API para apresentá-las da maneira que quiser para representar graficamente, por exemplo, o histórico de votos de um determinado político, algo que poderia ilustrar e dar um maior embasamento à (aparentemente) simples notícia que determinado congressista defende uma nova posição.

Se quiser entender a importância das APIs para os jornais, duas leituras: Fim de uma era: The New York Times não é mais um jornal, no blog do Tiago Dória, e Why APIs are Important for Newspapers, trecho de notícia da Read Write Web sobre a primeira API.

Written by Guilherme Felitti

January 14th, 2009 at 3:05 pm

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a olpc não vende xos suficientes

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O Boston.com confirma a razão pela reestruturação da OLPC: última tentativa de gerar receita, o Give One Get One foi um frondoso fracasso de vendas. Diz a matéria, levantada pelo OLPC News:

The result was a massive decline in money raised by the foundation’s Give One Get One program, launched in 2007 to promote sales and donations of the $200 laptop. During the 2008 holiday season, the program sold only about 12,500 laptops and generated a mere $2.5 million – a 93 percent decline from the year before. “That was a real shocker,” said Negro ponte, adding that it forced the foundation to slash its $12 million annual budget. “We will reduce ourselves to running at closer to $5 million,” he said.

Em suma, o mercado final era a última esperança da OLPC de se manter financeiramente. Não só não vendeu a quantidade de XOs necessário para custear a operação, como surpreendeu pela baixíssima aceitação: receita 93% menor que no ano anterior.

Written by Guilherme Felitti

January 9th, 2009 at 3:04 pm

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obama pós-eleições em 2 minutos

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Os webcasts sobre política do Slate V são muuuito bem feitos. Texto conciso com narração blasé, acidez na medida exata, algumas citações pop non-sense e edições precisas pra dar a informação.

Written by Guilherme Felitti

January 9th, 2009 at 3:03 pm

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olpc, dona da ideia sem lucrar um centavo por isto

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Não é surpreendente de maneira nenhuma o anúncio da One Laptop per Child que 50% dos seus funcionários seriam demitidos e os 32 restantes teriam cortes no salário frente à dificuldade do grupo em faturar.

A sustentação financeira da OLPC foi montada quando o grupo ainda confiava em cinco países fazendo encomendas de 1 milhão de máquinas (Brasil, inclusive), o que daria ao grupo condições de fabricar portáteis a um preço acessível – quanto mais se produz, mais barato o produto fica.

A OLPC que temos hoje é uma organização com mudanças profundas em relação ao projeto original, dado os percalços pelo caminho – pra começo, nem um dos cinco países originais (China, Egito, Nigéria e Tailândia) que se comprometeram a comprar os 5 mihões de XOs o fizeram (Brasil, de novo, inclusive).

Neste modelo, quem encomendou foram Uruguai (300 mil) e Colômbia (15 mil), em quantidades que não justificam a queda de preços da escala. O tal “laptop de 100 dólares” compravava seu papel de mera teoria.

Vender ao consumidor final foi a solução tanto para angariar fundos como para custear doações a países do Oriente Médio ou oeste europeu: pelo programa Give 1, Get 1, comprava-se um laptop e dava-se outro às crianças de países em desenvolvimento.E dá-lhe propagandas de crianças trabalhando ou com armas ou se oferecendo sexualmente, atores de Heroes e até John Lennon ressucitado.

O G1G1 atingiu os Estados Unidos e foi levado a países distintos do mundo onde já haviam sido aprovados pela agência reguladora regional (o Brasil está fora da lista). Para todo o mundo, o G1G1 acabou em 31 de dezembro e, teoricamente, ainda é possível comprar um XO pela Amazon.com.

O que me surpreende é saber que o desenvolvimento do Sugar, o sistema operacional focado em educação feito a partir de uma distribuição da Red Hat, seria repassado à comunidade sem qualquer tipo de justificativa palpável.

Em poucas palavras, a OLPC abriu mão de continuar a criar e desenvolver um software que poderia ter aplicações pedagógicas fora do XO (graças ao trabalho da Sugar Labs, o sistema está pronto para qualquer hardware) e com as históricas tentativas da Microsoft de integrar um sistema operacional (o Windows XP) sem qualquer modificação para atividades educacionais no laptop.

A OLPC é uma entidade não governamental sem fontes de renda fixas e, desde sua criação, atrás de um modelo de negócios que assegure sua manutenção. Em suma, precisa de dinheiro e a crise econômica não poupa as empresas que têm pouco espaço de manobra.

Quando, em novembro de 2005, Nicholas Negroponte anunciou a idéia do laptop de 100 dólares, não foram poucas as críticas que recebeu pela incapacidade de criar o que alardeava. De uma certa maneiras, eles tinham razão. Nunca se chegou ao laptop de 100 dólares. Nunca o XO custou efetivamente 100 dólares.

Mas a importância da OLPC não está na sua manutenção financeira, mas em algumas idéias que propôs ao mercado. Chega a ser irônico ler a mensagem da OLPC na mesma semana em que fabricantes como Sony, Asus e HP , fora empresas que já lançaram modelos, mostrem ao mercado na CES 2009 novos equipamentos ultraportáteis.

O Brasil é atingido pelo anúncio por não ser mais o foco da OLPC – América Latina e África ficarão agora sob a tutela de outro grupo que não o responsável por levar laptops educacionais para Oriente Médio, Paquistão e Afeganistão.

Não que mude alguma coisa: no mais recente edital do FNDE para laptops educacionais, a OLPC nem sequer chegou a participar, enviando um lance para o leilão. Responsável pela região, David Cavallo culpou a falta de tempo e o medo de não conseguir cumprir algumas das exigências para Jaime Balbino , do Mobilidade em Educação.

Mesmo com as evidentes dificuldades fáceis de se notarem ao seu redor, a OLPC em maio anunciou o desenvolvimento do XO-2, com duas telas sensíveis a toque que fariam o papel de teclado, monitor e tablet. Negroponte não cita em seu e-mail, mas seria um exercício de otimismo exagerado esperar que o XO-2 chegue, em curto prazo, às prateleiras.

Written by Guilherme Felitti

January 9th, 2009 at 3:03 pm

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sílvio meira no NO.

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Sílvio Meira colcou para download gratuito uma compilação de todas as suas colunas no extindo NO. (que depois daria origem ao No Mínimo). Na abertura, o leitor fica sabendo que Meira foi parte fundamental na concepção e realização do NO.

São 100 artigos “pra se ler no feriado“, diz ele (talvez depois de um curso de leitura dinâmica). Estou nos primeiros, o que me impede de opiniões mais avançadas. Mas sabendo que são colunas de Sílvio Meira numa época em que neguinho nem bola dava pra internet, já é bastante animador.

O PDF antecede um especial sobre o futuro da internet. Ou seja: fique ligado no blog do cara.

Written by Guilherme Felitti

January 9th, 2009 at 3:02 pm

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