Archive for the ‘mercado’ Category
este Chá apóia a doação do BR-Linux
O cumpadre virtual Augusto Campos avisa por e-mail (pelo jeito, não apenas este blog) sobre uma campanha que iniciou nos seus dois rebentos BR-Linux e Efetividade.net pra ajudar financeiramente comunidades online que não têm um modelo fechado além das doações pra ganhar dinheiro.
O lance é o seguinte: quem vai pagar é o Augusto. Se você quiser participar (e eu te aconselho a), siga as instruções dadas pelo cara e sugira o segundo projeto que vai receber metade da grana (a Wikipedia é a primeira) dentro do seu próprio blog.
Quer um conselho? Se eu fosse doar meu dinheiro pra uma comunidade online, seria o WebArchive. São pouquíssimos os projetos (públicos ou privados) que prezam pela arqueologia digital, guardando cópias de páginas e serviços para consulta futura.
No Brasil, o melhor exemplo desta “hemeroteca digital” é do UOL, que mantém um registro de três atualizações de sua home desde junho de 2006.
Full disclosure: a campanha envolve uns prêmios pra envolver mais usuários. Este Chá, porém, não está dando a mínima pra prêmios ou exigências feitas para concorrer a eles. Esta á uma convocação para uma campanha com um fundo nobre bagarai.
O Augusto doaria, no máximo, 500 dólares, mas a meta de 400 blogs envolvidos para tanto foi atingida no dia seguinte ao lançamento da campanha. Isto significa que, o Augusto já deixou claro, vai rolar mais grana ainda pra doação.
Dá um pulo lá no BR-Linux e ajude a deixar o Augusto um pouco mais pobre por uma boa causa.
leituras 24 de junho
Na Rolling Stone, o olho dá o tom da matéria: “na era do MP3, a qualidade sonora é pior que nunca“. Leia e vá ouvir “Thunder in the mountain”, do Bob Dylan, e “Around the world”, do RHCP, pra entender o ponto. Fica a dica: torrents, de 256 Kbps pra cima.
Com o projeto de lei que cria a profissão de escritor em tramitação, Jonas Lopes pergunta a Milton Hatoum, Sérgio Rodrigues e Antonio Fernando Borges se a profissão precisa de oficialização formal.
Dentro do Google Book Search (ou Busca de Livros, ao seu gosto), Helen Caldwell explica por que “Dom Casmurro” é o “Otelo” brasileiro e traça relações entre o mouro cego de ciúme de Shakespeare e o bipolarismo de Bento Santiago de Machado de Assis (aliás, Machado ou Guimarães?).
Na CNet, Stephen Shankland entrevista longamente Udi Manber, o responsável pela qualidade dos resultadosde busca apresentados pro usuário. Manber é o chefe do enxuto grupo responsável pelo algoritmo do Google (o NYTimes já tinha entrado lá), o que faz dele um figurão abaixo apenas do triunvirato.
No Wall Street Journal (é, é fechado, eu sei), Robert Guth explica a conturbada relação entre Bill Gates e Steve Ballmer, que viu seu emprego ser questionado após o término das negociações com o Yahoo e como a saída de Gates pode piorar ainda mais a situção de Ballmer, no tipo de matéria que só alguém com tempo, fontes e competência consegue.
O último e motivo da ilustração não é uma leitura: o Viva Calaca! conta em 3 minutos, por meio de caveiras dançantes e uma animação de deixar ilustrador babando, a história por trás do Dia dos Mortos, tradicional no México (a “santa” do Dia de los Muertos, Dona Muerte, enfeita minha mesa de jantar bela e magrela apoiada num cactus depois da viagem pra lá).
3 novas (?) startups nacionais
Conheço pelo Startup Warrior 3 startups brasileiras – Oriango, de agregação de conteúdo; Estilook, de avaliação de visuais; e Tangível, a mais interessante, com experimentos em mulit-touch.
Na real, não conhecia nenhuma delas, mas fico desconfiado de um serviço que teoricamente localiza startups de internet pelo mundo e, além de colocar como brasileira a de Hong Kong Outblaze, ignora solenemente as principais do Brasil e classifica o velho de guerra Buscapé como startup.
fake jerry yang
Fake Steve Jobs aproveita a fritacão pública do co-fundador e CEO (até quando não se sabe) do Yahoo e torna seu blog numa espécie de Fake Jerry Yang.
My suggestion was that we announce that we’re taking one hundred and fifty days to review the organization and then think about how to reorganize. Then Sue hit me. Again.
Oh, she works it hard, with her cute little Meg Ryan look-alike thing. Trust me. It’s all an act. She’s an assassin in high heels.
Esse Daniel Lyons tem um faro do cacete.
Update: Henrique avisa sobre o “fazedor automático de carta de demissão do Yahoo”.
myspace brasil fecha com a band
Um pouco atrasado, mas ainda é tempo: baseado em fontes bastante confiáveis, este blog crava que o MySpace confirma hoje está prestes a fechar acordo com a Band que envolve uso de conteúdo.
Há boatos tambem sobre a replicação da parceria já vigente com a MTV internacionalmente para conduzir debates voltados aos jovens com políticos envolvidos nas Eleicoes 2008.
(a falta de acento tem relacao com minha total falta de intimidade com Macs). Acentos resolvidos num PC.
Update 1: o MySpace Brasil adiou para a próxima semana a coletiva. Mais atualizações nesta quarta aqui.
esfacelada, olpc tenta admirar o mercado

O que mais me incomoda na recente divulgação de um novo protótipo da One Laptop per Child é a pretensão.
Dois anos e meio após revelar a “Máquina para crianças”, a fundação do favorito destas bandas Nicholas Negroponte apresenta a segunda versão comercial (oitava no total?) do XO em uma hora completamente insólita.
Co-fundadora, Mary Lou Jepsen saiu para fundar sua própria empresa que vende tecnologias criadas para o laptop educacional (e estampar as páginas da Time). Presidente de software e boa praça, Walter Bender saiu por discordar da iminente parceria da OLPC com a Microsoft, já adiantada por contatos de Negroponte com a mídia.
Enquanto a OLPC se esfacela aos olhos do público, as fotos do novo XO deixam todos babando com duas telas sensíveis a toque que fariam a notebooks o que o iPhone fez a celulares. Esteticamente, é inegável: o protótipo é lindo (veja mais fotos aqui).
O lance é que a OLPC não conseguiu nem realizar o XO original direito. Não há plano de varejo convincente. Não há os acordos fechados com os países originalmente imaginados (Brasil, inclusive) – só o Uruguai já comprou XOs da OLPC. Há registros de problemas com o hardware.
E, em nenhuma situação (NENHUMA), o tão alardeado “notebook de US$ 100″ chegou a custar 100 dólares - o preço mais baixo foi de 188 dólares. Como então apresentar um mercado um protótipo ainda mais sofisticado com previsão de preço de 75 dólares?
Teoricamente, nada é mais broxante para entusiastas do projeto (e você pode colocar meu nome nesta lista, por mais que alguns ainda teimem em discordar) do que concluir que, enquanto coloca suas fichas em software na 2ª versão do XO, a OLPC sufoca ao mesmo tempo o principal fruto dos seus esforços no setor, o sistema operacional Sugar.
Os mais puristas podem até fazer careta, mas o acordo fechado entre OLPC e Microsoft é simbiose pura: a primeira não perde um mercado (potencialmente, até agora) gigantesco, enquanto a segunda deverá (DEVERÁ) ganhar uma grana para continuar seus projetos.
O sucesso comercial da OLPC, porém, coloca diretamente em risco o Sugar, moldado apenas para crianças em atividades educacionais. Não é à toa, porém, que Bender anunciou, no mesmo dia do acordo entre Microsoft e OLPC, a fundação de uma nova organização, a Sugar Labs, para promover o Sugar em outros equipamentos além do XO.
Negroponte sempre repetiu (ecoado pela Intel) que o OLPC não é um projeto de laptop, é um projeto educacional.
Dois anos e meio depois, a impressão que se tem é que foi o mercado (e sua enxurrada de ultraportáteis) quem mais se beneficiou da picada em mato fechado aberta pela OLPC do que propriamente
os alunos das escolas públicas em países do terceiro mundo.
o PDP na tecnologia brasileira
Não chega a ser uma surpresa, mas a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) abusa da governabilidade da exceção com o acúmulo de Medidas Provisórias para viabilizar as medidas de incentivo à indústria nacional.
A conseqüência mais direta é que qualquer entrevo entre Base Aliada e Oposição é suficiente para travar a pauta de votação e deixar os (ousados) objetivos do PDP sem estrear, um risco num plano de investimento nos próximos três anos.
Em tecnologia, o impacto mais gritante do PDP está na pretensão do Governo em atrair duas fabricantes de semicondutores ao Brasil (!!), das que lidam diretamente com silício para fabricar componentes (tecnbicamente conhecidas como front-end) – atualmente, temos apenas as que montam os componentes já prontos e importados.
É bastante ver a euforia em colocar 2 fábricas como meta em um setor tradicional bastante difícil no Brasil – cercada de uma euforia que só perde para o tão sonhado primeiro Oscar brasileiro, argumenta a chefia.
Os incentivos fiscais necessários para atrair as fábricas não foram revelados pelo Governo (olha a avalanche de MPs aí), mas o nome da Toshiba ganha força depois da visita da Ministra da Casa Civíl, Dilma Roussef, ter feito com que os japoneses ressucitassem a idéia de fabricar no país, revela Josias de Souza em seu blog.
Nos impulsos de pesquisa, o Governo pretende dobrar (de 7 para 14) as chamadas Design Houses, do programa CI Brasil, que usa dinheiro público e privado para incentivar pesquisas em microcircuitagem e chips, numa semente ainda para um setor ainda incipiente no Brasil.
Já a exportação de software é a que tem a pretensão mais ousada: a receita deverá mais que quadruplicar em dois anos e meio, dos US$ 800 mi em 2007 para US$ 3,5 bi em 2010, e 2 empresas nacionais (que fixação, hein?) deverão ter receita maior que US$ 1 bilhão.
Factível? Serão investimentos de até R$ 41,2 bilhões até lá, entre isenções fiscais para pequenas e médias empresas (foco principal da iniciativa) e outras ações (de novo) não detalhadas pelo Governo.
No site do PDP, definições como “Ampliar a inserção internacional”, “Incrementar o investimento em capacitação tecnológica”, “Fortalecer empresas brasileiras de tecnologia nacional apoiando consolidação empresarial” e “Consolidar e fortalecer a marca ‘Brazil IT’” não são explicadas o suficiente pra dar um sentimento de conforto (ou de capacidade) para metas tão ousadas.
No “samba do PDP louco”, entram também uma fábrica e centros de pequisa para displays, levar a 100% dos colégios públicos banda larga (projeto tocado pelo MiniCom originalmente, não pelo Desenvolvimento), dobrar a base de PCs instalados (a FGV, ironicamente, deu uma previsão animadora na mesma semana) e reduzir o crescente déficit em componente eletrônicos (quem não fabrica, só compra pronto, ué).
Ao contrário do PAC, que apostava muito em isenções fiscais (o seu micro comprado, e não montado, agradece), o PDP é um tratado de boas intenções com objetivos altíssimos (ainda mais para 2 anos e meio, este blog reitera) que depende de um ambiente altamente instável – o balanço entre Governo e Oposiução da política brasileira.
Seu eu me animaria? Gostaria. Mas, sem saber as ações pontuais, não fico.
intimação atrapalha confraternização
Alexandre Hohagen deveria estar no México tanto para discutir assuntos internos com as dezenas de funcionários do Google Brasil que cá estão como para falar com os jornalistas brasileiros.
Não veio. Amanhã, Hohagen e Félix Ximenes vão a Brasília depôr na CPI da Pedofilia depois de intimação da Justiça – convidado na primeira vez, o Google ignorou um suposto depoimento.
A intimação reflete a postura petulante que o Google Brasil vinha demonstrando com autoridades brasileiras a respeito dos usuários responsáveis por conteúdos que quebravam a lei dentro do Orkut.
Da argumentação de que o responsável era o Google Inc., não o Google Brasil, à ação exageradamente grosseira e nem um pouco elucidativa de Durval Noronha, acostumado a gritar com jornalistas em coletivas, o buscador dava fortes indícios de não levar a peleja a sério.
A escolha de Durval, aliás, já é um tanto questionável – em 1989, era Noronha quem defendia o traficante norte-americano William Reed Elswick, com ligações com Edemar Cid Ferreira.
O cenário mudou quando anunciantes (comenta-se na Johnny Walker) encerraram contratos de publicidade dada a ligação entre suas marcas e comunidades de incitação a crimes no Orkut – nos bastidores, comenta-se um prejuízo de milhões de reais.
Pessoas próximas ao Google prometem que, nas próximas semanas, a coisa muda. Sinal disto é a contratação de Márcio Thomaz Bastos para a defesa do buscador dentro da CPI.
Já era tempo do Google Brasil começar a levar a sério os crimes feitos dentro do Orkut.
o google assume o blefe
Te lembra da suposição que o Google tinha entrado no leilão dos 700 MHz só pra forçar as operadoras interessadas a ultrapassar o preço de reserva (e exigindo a abertura das redes)?
O Google finalmente admitiu a estratégia, assumindo, inclusive, ter dado lances sobre suas próprias propostas por dez rounds pra ter certeza que o preço de reserva seria atingido. Azar da Verizon, que gastou mais do que desembolsaria sem o busador na parada.
carta capital: o Google ganha ao perder o leilão dos 700 MHz
Sistema de busca, aplicativos dentro do navegador, gerenciamento de e-mails, mensageiro instantâneo, software geográfico e plataforma de publicidade.
Se o acúmulo de campos em que atua (e tem um sucesso estrondoso) faz com que você faça parte do grupo daqueles que têm medo do Google, saiba que, apertando, ainda cabe mais um pra empresa de Sergey Brin e Larry Page.
O primeiro passo veio na semana passada, por meio de uma derrota. Ao invés de simplesmente se focar no “fim” (aonde usuários vão quando estão conectados à rede), o Google pretende apelar para o “meio” (provendo a própria estrutura para que o usuário acesse seus serviços).
Em 20 de março, a Comissão Federal de Comunicações (espécie de Anatel dos Estados Unidos) divulgou detalhes sobre o leilão do espectro a ser vago pela TV analógica, dando a vitória à Verizon e à AT&T, operadoras tradicionais no setor, nos dois principais dos cinco blocos em leilão. Interessado e na briga, o Google não levou nada.
Antes de tudo, o que leva o Google a se interessar por um setor onde não tem a mínima experiência? Em poucas palavras, a transição completa da TV analógica para a digital nos EUA, programada para fevereiro de 2009 (enquanto o Brasil planeja relançar seu combalido sistema de transmissão), vagará um bom espaço do espectro que ficará sem uso.
Um dos cinco blocos em que a FCC repartiu o espaço vago, o Bloco C, tem características técnicas que permitem uma rede de dados com velocidade e alcance suficientes para um serviço de banda larga nacional.
Já experimentando conceder acesso WiFi gratuito na região de Mountain View, o Google viu a chance de oferecer o acesso nacionalmente e realmente começar a agir como o “meio” para que mais pessoas chegassem ao “fim” –seus serviços ou sua plataforma de publicidade.
Não deu. Juntas, Verizon e AT&T gastaram 80% dos cerca de US$ 20 bilhões que a FCC arrecadou com o leilão, levando 336 licenças de exploração e, por parte da Verizon, o desejado Bloco C (uma tonelada de dados sobre o leilão está neste arquivo de texto do FCC ).
E porque o Google, que fechou 2007 com US$ 14,2 bilhões em caixa, não aumentou a oferta total de US$ 9,3 bilhões feita pela Verizon? Porque já tinha ganhado o que queria. Questão é que a FCC formulou uma cláusula no leilão exigindo que, após atingir o preço de reserva, o vencedor do Bloco C deveria abrir a rede que haveria de ser construída para softwares e produtos alheios.
Você deve conhecer alguém que já teve problemas com as altíssimas restrições que operadoras impõe a seus clientes. O Bluetooth travado em aparelhos, a internet difícil de ser navegada, o portal apenas com conteúdo próprio, as taxas abusivas para acessar sites convencionais – minha imprecisão deve ser facilmente compensada pela variedade de exemplos do tipo.
O modelo comercial das operadoras, alvo de reclamações freqüentes, sempre se baseou no conceito do “jardim murado”: você entra, mas existem diversas dificuldades para sair. Dados os investimentos milionários feitos por elas em estrutura, existe um medo comum de que as redes se tornem apenas um “meio” para outros conteúdos.
Por isto, você é obrigado a se deparar com um portal próprio da sua operadora com conteúdos sempre exageradamente caros e nem sempre variados – muito do dinheiro ganho com os clientes vem daí.
O primeiro passo para uma mudança neste modelo de negócios veio em 2007 por outro gigante de tecnologia em sua segunda investida no setor – a primeira foi, igualmente, uma derrota. Ao apresentar ao mercado o iPhone, a Apple também entortava as relações que fabricantes tinham com operadoras.
Ao invés de simplesmente se aliar à fabricante para custear aparelhos que prendessem o usuário à sua própria rede por longos planos pós-pagos, a AT&T cedeu poder à empresa de Steve Jobs confiando em outra idéia – a de que um aparelho novo, com liberdade de acesso a conteúdo, levaria a mais tráfego.
Deu certo. “Clientes gastarão mais tempo nos aparelhos (e, logo, nas redes), recebendo contas cada vez maiores e gerando maiores receitas para todos”, diz Fred Vogelstein, em uma excepcional matéria investigativa na Wired sobre como o iPhone foi concebido.
Mesmo sem ganhar a licença para montar a sua própria estrutura para banda larga sem fio nacional, o Google ganhou a certeza que poderá ver seus aplicativos (principalmente o Android, sua plataforma aberta de desenvolvimento para celulares ) rodando no Bloco C, independente do vencedor, numa espécie de simbiose boa apenas para um lado.
Além de levar seus produtos já populares no desktop para uma plataforma móvel cada vez mais confortável para navegação online, o Google tem a ótima oportunidade de transferir o sucesso da sua plataforma de publicidade AdSense do navegador para o celular, incentivado por números animadores.
Ainda incipiente, o mercado de publicidade móvel, estimado em US$ 24 bilhões em 2006, deverá movimentar US$ 55 bilhões até 2011, segundo a Mobile Marketing Association, um naco que a gigante de buscas e publicidade não poderia se dar ao luxo de perder.
Num post no seu blog de política pública no mesmo dia da divulgação dos resultados, o Google admite que “mesmo que não tenha ganho nenhuma licença do espectro, o leilão culminou em uma grande vitória para os consumidores norte-americanos”. “Teremos mais para falar sobre o leilão em um futuro próximo”, promete o buscador, num comentário carregado de cinismo.
Palavras não são necessárias – o barulho das moedinhas que cairão no cofrinho do Google compõe a mensagem.









