Chá Quente

Jornalismo de tecnologia. Por Guilherme Felitti.

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a apresentação no intercom vitória

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A organização do Intercom Sudeste 2010, que rola em Vitória entre os dias 13 e 15 de maio, divulgou a programação de apresentação dos trabalhos inscritos na Divisão Temática (meu caso).

Participo da mesa 1 do DT5, reservado aos artigos sobre Comunicação Multimídia, no dia 13 de maio às 14h00 na sala04 do prédio Bob Esponja (sério!) da Universidade Federal do Espírito Santo. A programação completa está disponível em arquivo DOC.

Rememorando: meu artigo “Marcos e diferenças: comparando o desenvolvimento da blogosfera nos Estados Unidos e no Brasil”, uma versão adaptada do terceiro capítulo da minha dissertação de mestrado, foi aceito. A apresentação dura 15 minutos (PowerPoint style) com 15 minutos de debate.

Written by Guilherme Felitti

May 3rd, 2010 at 8:43 pm

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um novo podcast

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Com um certo atraso (ah vá!), um recado: eu e Daniela Braun voltamos aos podcasts com o Podcast Zero, nome provisório que publicaremos quinzenalmente aqui dentro do Chá.

O programa segue um modelo parecido ao finado Now! Café, com tecnologia servindo como condutor, mas explorando outros assuntos sem relação direta com sites, ações, análises e o escambau, como culinária, filmes, músicas e programas em São Paulo.

O disclamer, já gravado na primeira edição, vai aqui por escrito : o podcast é um esforço pessoal nosso e não tem qualquer relação com a estratégia de podcasts do Now!Digital Business, que edita o IDG Now!.

Tal qual o Now!Café, a participação da audiência continua sendo fundamental. Por isto, criamos um blog onde o Podcast será publicado aqui dentro do Chá.  Na próxima semana sai o segundo.

Se tem opinões, elogios, pedradas, sugestões de nome ou está carente e cansou de ligar pro CVV, dá um pulo lá nos comentários.

Written by Guilherme Felitti

March 2nd, 2010 at 1:04 pm

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sobre o término do mestrado

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Acabou meu mestrado. Na sexta-feira, 4 de dezembro, defendi minha dissertação, chamada “Blogues: debates sobre 3 perspectivas e desenvolvimento do fenômeno no Brasil”. Tirei 10, ganhei mais elogios que esperava, respondi algumas dúvidas, acatei a maioria das sugestões, fui recomendado a reutilizar a dissertação em artigos acadêmicos e até mesmo a possibilidade de uma bolsa-sanduíche (mezzo no Brasil, mezzo lá fora) foi aventada para um doutorado.

(Lá no Flickr você pode ver algumas fotos da banca, feitas pelo chapa Melão)

Parece-me que vale a pena abordar alguns pontos após o final do mestrado. No lado das dificuldades, a principal foi a mistura entre as linguagens acadêmica e jornalística. Na hora de escrever os primeiros textos, era inevitável que o formato acadêmico, mais rígido e permeado por citações, se encaminhasse para o jornalístico, principal motivo das porradas (justas, há de se dizer) na qualificação.

Era preciso ficar atento à redação no período entre a qualificação e o depósito, quando a dissertação foi profundamente alterada, ganhando nova estrutura e jogando no lixo grande parte do que havia sido apresentado para a banca. A reestruturação trouxe como consequência direta o fato que, de agosto e outubro, usei praticamente TODO tempo livre que tive para o mestrado. Confesso: não é nada agradável, principalmente às pessoas que te cercam.

Outra dificuldade foi a falta de registro do mercado de internet no Brasil. Contraditoriamente a uma mídia onde guardar cópias (de páginas e documentos) é algo barato, são poucos e mal organizados os registros históricos do mercado online no País, o que inevitavelmente compromete a qualidade das análises baseadas em dados. Tive até mesmo dificuldade de arrumar informações precisas com os portais das suas próprias ferramentas de blog.

Exemplos raros disto são o livro “Os bastidores da internet no Brasil“, do chapa Edu Vieira, e o excepcional artigo “A Evolução das Redes Acadêmicas no Brasil“, de Michael Stanton. O primeiro fala sobre os investimentos que levaram à formação dos players do mercado de internet no Brasil, principalmente os portais, enquanto o segundo se concentra na maneira como as universidades nacionais começaram a se conectar às redes acadêmicas norte-americanas, principalmente à Bitnet.

Além de trocas de e-mails, cafés e mensagens instantâneas com pessoas envolvidas com blogs no Brasil, o terceiro capítulo da dissertação partiu de uma precisa compilação de marcos da blogosfera nacional feita pelo Alexandre Inagaki à revista Época da última semana de julho de 2006. A lista, vale lembrar, serviu de ponto de partida para uma apuração mais aprofundada das categorias que a dissertação se propunha a comparar com os Estados Unidos: ferramentas, visibilidade, pioneiros e adoção corporativa.

A promessa de publicar o PDF na íntegra aqui após as sugestões da banca na defesa não rolará, pelo menos até que alguns (um, dois ou três) artigos acadêmicos sejam adaptados e publicados em congressos, algo que exige ineditismo. Assim que o número estiver fechado e os artigos na rua, o PDF vem pra cá para ser baixado sem qualquer drama sob licença Creative Commons. Há ideia de reaproveitar o conteúdo de outra forma, mas a gente conversa sobre isto mais tarde.

Por fim, assim que saí da banca me lembrei do Piquet falando sobre o que mudou na sua vida após ganhar seu primeiro mundial de Fórmula 1 em 1983. Começa aos 16 segundos.

Written by Guilherme Felitti

January 7th, 2010 at 11:16 pm

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a banca de mestrado tem data e hora

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A quebra no silêncio tem ótimo motivo: a banca de defesa da minha dissertação de mestrado está marcada. Será no dia 4 de dezembro, uma sexta-feira, às 14h no auditório 1 do prédio do TIDD, que fica na rua Caio Prado, número 102.

A defesa é aberta a todos e, desnecessário dizer, gratuita. Vale aqui uma ressalva: defesas de mestrado são chatas. O mestrando explica o trabalho, a banca dá seu parecer, o mestrando responde às críticas e a nota é dada, numa dinâmica polvilhada por citações, explicações sobre decisões acadêmicas e um ou outro puxão de orelha.

Em suma, não é algo divertido. Ainda assim, se tua tarde estiver tranquila demais e você tiver umas horinhas livres para gastar, apareça. A bebedeira depois está garantida.

A dissertação se chama “Blogues: debates sobre três perspectivas e desenvolvimento do fenômeno no Brasil” e é dividida em quatro capítulos. O primeiro, a espinha dorsal acadêmica do trabalho, discute três perspectivas sobre as quais os blogs podem ser entendidos – estrutural, práticas e conversacional.

No segundo capítulo, o debate aborda a distinção do blog como gênero para o blog como mídia, passando por alguns marcos históricos que justifiquem as tipificações anteriores.

O terceiro compara as semelhanças e diferenças do desenvolvimento dos blogs no Brasil e nos Estados Unidos em quatro categorias: Pioneiros, Ferramentas, Visibilidade e Adoção Corporativa.

Por fim, o quarto capítulo analisa três blogs brasileiros relevantes à dissertação, principalmente à discussão do primeiro capítulo: o Para Francisco, da designer mineira Cris Guerra; o Correndo Atrás, do subeditor de arte da Globo.com Mario Guilherme Vasconcelos; e o AllesBlaus, blog coletivo criado pela publicitária Juliana Maria da Silva.

(ZZZzzzzzzzzzzzzz….. pronto, já pode acordar. O papo acadêmico chato acabou)

A banca será composta pelo Marcelo Coutinho, ex-Ibope; pela Pollyana Ferrari, pesquisadora e professora de jornalismo digital; e pela Lúcia Leão, orientadora da dissertação.

O Demi Getschko, presidente do NIC.br e pai da web no Brasil, e o Sérgio Amadeu, pesquisador e professor de cultura digital, são os suplentes.

Após a banca, pretendo mexer no PDF para acomodar as possíveis sugestões e críticas. Publico-o aqui assim que a revisão tiver terminado. Dúvidas, mande-me um email que respondo com prazer.

Written by Guilherme Felitti

November 27th, 2009 at 6:53 pm

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a grana dos blogs: 0,41 de 23,7

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Last year the total spent on blog advertising in the United States was a mere $411 million, according to researcher eMarketer. That represents only a sliver of the $23.7 billion spent on U.S. Internet ads last year, which is itself only a fraction of the $276.8 billion spent on all forms of advertising in the U.S. By 2012 blog ad spending will reach $746 million, while overall online ad spending will hit $32 billion, eMarketer says. More money was spent on e-mail advertising last year than was spent on blog advertising—yet you don’t see anyone touting e-mail as the next big billion-dollar media business.

Advertisers shy away from blogs because they’re too unpredictable and because few blogs attract anything approaching a mass audience—and even those that do face so much competition that ad rates remain pitifully low. “A lot of expectations are coming down in terms of monetizing social media,” says Paul Verna, an analyst with eMarketer. ” People have not figured out a clear way to monetize some of these vehicles.” The bad economy compounds the problem, Verna says, but the real issue is “the lack of a clear business model that can generate substantial revenues.”

Ele pode ser esquentado demais pro teu gosto, mas o Daniel Lyons é um sujeito que pega na ferida aberta, seja do lado de quem consome a mídia como de quem a faz. O alvo da vez na Newsweek é a monetização da blogosfera.

Eu de vez em quando corro os olhos pelo texto que ele escreveu sobre o atual cenário de redações e me surpreendo o quão fácil o cara colocou em palavras um sentimento comum naquela fase “primeiros anos pór-formatura”.

O cara não tem só senso de humor. Tem também dois pés no chão.

Written by Guilherme Felitti

February 9th, 2009 at 3:20 pm

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vídeo online: perspicácia, roteiro e uma flip

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Na Campus Party em que qualquer gritaria era razão pra dezenas de câmeras em punho, eu admito pra ti um certo orgulho por ter participado diretamente da produção e roteiro dos quatro vídeos acima pro IDG Now! – houve ainda um quinto, sobre case mods, publicado em estado privado para apreciação interna pela captação de áudio da Flip prejudicada pelo excesso de barulho.

Certo orgulho porque são poucos os vídeos publicados sobre a Campus Party Brasil que ou não estou exageradamente crus, com os balanços dos braços que não aguentam segurar a câmera ou o celular por muito tempo, ou exageradamente compostos, com vinhetas, edições, efeitos e tal.

Existe uma espontaniedade que, desde o início, foi algo que eu e o Cauã tentávamos traduzir para vídeos feitos apenas com um Flip e uma idéia nas mãos. Prove: veja os vídeos e capte qualquer tipo de efeito ou edição mais sofisticada. Não há. Há planos, cortes, narrações em off e, mais importante, histórias.

Certo orgulho porque os vídeos (e toda a reverberação – clique em Estatísticas & dados em cada um para ver de onde as pessoas estão vindo) são frutos muito mais do esforço próprio que do incentivo corporativo.

Em conversas de corredores tanto com o Rodrigo Martins, do Link, como com a Vanessa Nunes, da Zero Hora, chegou a uma mesma situação padrão para os veículos de mídia estabelecida presentes na Campus Party: há a pressão pelos vídeos, falta a orientação, personificada apenas em equipamentos nem sempre próprios para vídeos de qualidade.

Na busca por referência não apenas para um mínimo de qualidade, mas também pra dominar a linguagem do vídeo no estilo “Se vira nos 30″ das redações, duas dicas já dadas no Now! Café 30: os webcasts da BBC com lições básicas de enquadramento e uso de câmera e o Boing Boing TV provando que, com o mínimo de investimento e perspicácia do repórter fazem ótimos webcasts.

Written by Guilherme Felitti

January 31st, 2009 at 3:21 pm

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orkut dando grana finalmente

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Você viu que o Orkut começou a dar receita? Pro site mais popular do Brasil (17 milhões de usuários que passam, em média, quase 4 horas por mês conectados), a notícia é bem relevante. Replicando o post do Idéia 2.0 e o comentário na CBN sobre o assunto que, sei lá porque, não abre aqui. Clique e ouça.

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Pouco menos de cinco anos após ser lançado, o serviço online mais popular do Brasil deixou apenas de consumir e passou a render dinheiro para seu responsável.

Sem qualquer alarde, o Google começou a testar publicidade integrada à rede social Orkut para tentar transformar o acesso de mais de 17 milhões de brasileiros, segundo o Ibope//NetRatings, em lucros para a companhia.

Oficialmente, o Google Brasil afirma que começou testes com um pequeno grupo de usuários do Orkut no terceiro trimestre de 2008, e que a publicidade atingiu todos os outros inscritos antes do final do ano.

Não notou ainda? Entre na sua conta no Orkut e veja o grande espaço quadrado reservado aos banners.  Ali rodam publicidades de serviços do buscador, anúncios de outras empresas e os links patrocinados do AdSense.

Não é a primeira vez que o Google Brasil tenta lucrar com o Orkut. Em agosto de 2007, o buscador foi forçado a parar os testes após o SaferNet pedir que o Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar) investigasse a veiculação de anúncios em comunidades com conteúdo criminoso, como pedofilia, tráfico de drogas e incitação ao ódio.

Os testes aconteceram um ano antes do Ministério Público Federal (MPF) encerrar a ação que mantinha contra o Google Brasil, que ameaçava até mesmo a operação do buscador por aqui, após novidades introduzidas pela empresa no calor da CPI da Pedofilia.

Pessoas próximas ao assunto afirmam que os problemas identificados na ocasião foram desvios não previstos e serviram como alerta para o desenvolvimento contínuo da ferramenta de publicidade.

A segunda maneira como o Orkut vem rendendo receita ao Google é o desenvolvimento de skins para companhias aptas a pagar o buscador, modelo empregado pelo MySpace (com bastante sucesso, diga-se de passagem) lá fora.

No Natal de 2008, a operadora Oi financiou o primeiro skin, em acordo financeiro cujos valores o Google Brasil não revela.

“O Orkut já gera receita”, anuncia Carlos Félix Ximenes, diretor de comunicação do Google Brasil. Se ele se paga? O Google Brasil não diz. Mesmo que ainda não, ver que a rede social preferida dos brasileiros deixou de ser apenas uma draga, seja de tempo ou de dinheiro, já é uma ótima notícia para o buscador no país.

Written by Guilherme Felitti

January 31st, 2009 at 3:20 pm

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a bola é minha, cansei de jogar

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Na semana em que divulgou queda de 14,1% em publicidade (a verba que REALMENTE segura uma publicação) no quarto trimestre, o New York Times publicou um editorial defendendo a idéia que jornais deveriam ser uma espécie de ONG que não têm lucro como principal objetivo.

Por mais que, pelo momento em que foi publicado, esteja carregado de ranço, o texto do New York Times vale ser lido pela ousadia de propôr que jornais deveriam ser mantidos não pela publicidade ou pela circulação, mas pelas doações da sociedade. Os mecenas da Grécia antiga estariam de volta para bancar o jornalismo em uma sociedade livre, como reverbera o texto no seu início citando uma frase de Thomas Jefferson.

O próprio New York Times adianta o potencial risco de um jornal bancado por doações: a mesma legislação norte-americana que dá isenção de impostos àqueles que doam dinheiro proíbe que instituições ou veículos do tipo façam qualquer tipo de campanha a favor ou contra um político, por exemplo.

O hábito, tão disseminado nos Estados Unidos (o próprio New York Times endossou Obama a dias da eleição norte-americana), quase não serai sentido no Brasil, onde pouquíssimos veículos (como a Carta Capital, onde este blogueiro escreve sobre tecnologia) assumem publicamente uma posição que, quando não o fazem, costumam esconder em entrelinhas.

Vale a pena perder a liberdade de apoiar um candidato, mas continuar a vigiar uma administração pública, defende o editorial.

O jornal faz os cálculos: para manter uma redação independente e suprida suficientemente para realizar um bom jornalismo, seriam necessário 5 bilhões de dólares anualmente – o arrecadado com publicidade, online ou impressa, e circulação, o número seria abatido para os doadores.

Cinco bilhões de dólares é muita coisa. Pegue o exemplo da Wikipedia. Mesmo com a relevência construída como mais ampla e consultada enciclopédia online da internet, o projeto conseguiu arrecadar 6,2 milhões de dólares em sua última campanha para angariar fundos.

Pouco mais de seis milhões de dólares. Pelo histórico de jornalismo de qualidade ou pela relevância construída pelos anos fora da internet, o NYTimes tem um potencial muito maior para arrecadar verbas. Mas maior o suficiente para atingir a casa dos bilhões?

Em números, a grana arrecadada em publicidade online cresceu 6,5% para 1,77 bilhão de dólares em 2008. No total, porém, a receita por anúncios caiu 13,1% para 468 milhões (adivinhe porque?) pela queda na receita do impresso durante o ano.

Mesmo sendo um dos jornais que melhor vem apresentando novas soluções além da simples reprodução do texto impresso em hipermídia  - reportagens multimídia e o blog Open, onde vem divulgando APIs e novidades envolvendo programação, por exemplo -, o NYTimes é um dos estandartes da decadência financeira da imprensa impressa.

É o definhamento lento e ao vivo. Jornalismo de qualidade, porém, custa dinheiro. Se o New York Times vai atrás do modelo baseado em doações após se livrar do seu império (algo que já começou com a negociação da participação no time de beisebol Boston Red Sox), a dúvida fica no ar.

Update: o Silicon Alley Insider fez a conta: se enviar um Kindle para que cada leitor leia, de graça, o jornal diariamente, o NYTimes vai gastar metade da verba empregada para imprimir e enviar uma edição de papel aos leitores.

Written by Guilherme Felitti

January 31st, 2009 at 3:19 pm

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campus party 2009

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Cobertura rolando (com a Ly e o Cauã) lá no Campus Blog do IDG Now!. Se por acaso me avistar, dê um alô. Sério.

Na terça-feira, divido mesa com a chefia Braun, os sultões do Jovem Nerd e Maestro Billy e Mellancia, num painel mediado pelo Cris Dias, pra discutir podcast. Aparece lá e tenta arrumar espaço entre as dezenas de adoradores do Jovem Nerd.

Durante a semana, esboço lá no Campus Blog um roteiro de coisas interessantes pra fazer. Vale avisar: a quantidade de pessoas relevantes, fora dos de sempre, fazendo eventos com bom potencial aumentou MUITO. Fica ligado lá.

Written by Guilherme Felitti

January 17th, 2009 at 3:13 pm

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uma tonelada de coisas pra ler

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Uma seleção de artigos, ressucitada de junho, que me chamaram a atenção nas últimas semanas. Aproveite. Em comum, crise do impresso, novos modelos comerciais para publicação de conteúdo e ação de empresas e indivíduos na mídia social.

NBC’s Mara Schiavocampo: Inside her digital toolkit from Nieman Journalism Lab on Vimeo.

*New Media Venture Turns Bloggers Into Print Journalists (boletins diários regionais com posts de blogs são um bom novo modelo de negócios para o conteúdo online?)
*93 of top 100 brands don’t control their Twitter name
*If you are laid off, here’s how to socially network (rodou? ajuste suas informações na mídia social para algo mais tragável profissionalmente)
*Informação e credibilidade no Twitter(Raquel Recuero escrevendo sobre Twitter é algo a se ler)
*End Times (The Atlantic prevê: NYTimes não chega ao segundo semestre. E o NYTimes responde)
*The New Journalism: Goosing the Gray Lady (mais: quem são os caras que estão tentando livrar o NYTimes da derrocada apostando em um novo jornalismo que mistura apuração e programação)
*The Man Who Discovered Oxygen (Maybe) and Gave the World Soda Water (outra resenha sobre o novo livro do Steven Johnson)
*Enjoying the show, avoiding the flamethrower: life inside Apple (insigths sobre trabalhar dentro da Apple)
*What Carriers Aren’t Eager to Tell You About Texting (pacotes ilimitados de SMS ainda têm uma liquidez impressionantes para operadoras. a razão? o envio de mensagens por uma faixa “gratuita”. leia pra entender)
*O New York Times lança sua API: Why just read the news when you can hack it? (outro bom texto sobre APIs e jornais, com um trocadalho foda no título)
*Live stream from Gaza hosted on Ustream (sabe a história do horror da guerra no teu colo? estão transmitindo ao vivo uma estrada em Gaza)
*Profile of a backpacker: Inside Mara Schiavocampo’s toolkit (lá em cima, o vídeo explicando o trabalho da jornalista multimídia do site da NBC)
*The Use of the Internet by America’s Largest Newspapers (2008 Edition) (como os maiores jornais norte-americanos usam a internet)
*New Media Journalism Gets $5 Million from Knight Foundation (notícia pra se arquivar junto à do investimento de US$ 25 milhões que o Huffington Post recebeu)

Written by Guilherme Felitti

January 17th, 2009 at 3:12 pm

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