os provedores vigiam o p2p no reino unido
Te lembra daquela história da IFPI mudar o foco de suas ações dos usuários para os provedores (a explicação completa tá na página 21 do Digital Music Report 2008)?
O que era um apenas uma ameaça, com um lobby gigantesco da indúsitra de música, começa a tomar forma no Reino Unido, onde um grupo de 6 provedores anunciou que enquadrará usuários de P2P.
O lance ainda não envolve bloqueio de conexão ou processo por quebra de direitos autorais. No começo, os provedores vão rastrear usuários com grande tráfego em redes P2P e torrent e enviar ¨cartas de educação¨(as aspas são minhas) para conscientizar o cara.
Foda é que, em nenhum momento do anúncio do memorando de entedimento, fica claro que atitudes serão tomadas (com apoio do Governo) para enquadrar quem recebe e rasgas ao meio as cartas – cita-se apenas mecanismos para uma ¨redução significativa¨ (desta vez, as aspas não são minhas) nos downloads.
Na maneira como acessamos a internet hoje, o provedor é o detentor de todos os registros de nossos passos online e capaz de analisar suas pegadas ou seu histórico de banda consumida para indicar possíveis hábitos digitais – dar a uma instituição que sabe tanto o poder de controle e fiscalização (algo que ainda não está totalmente claro na nova versão do PLC 89/03 para os provedores brasileiros) é algo extremamente perigoso.
Se é verdade aquele chute de mercado de iniciativas digitais levam uns 3 anos para serem replicadas aqui no Brasil (a neutralidade não entrou na pauta nacional pela pura covardia de operadoras de citar possíveis práticas de traffic shaping), então você pode começar a esperar quando um projeto de lei que permita tal será apresentado.
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Orlando G. da Silva






