a realidade expandida a caminho
Foram duas as coisas que mais chamaram atenção durante o lançamento do iPhone 3G: games e GPS (porquê o 3G todo mundo já meio que tinha certeza que ia rolar). Você chegou a ver as imagens dos games que a Sega tá preparando pro iPhone? A qualidade gráfica, diz quem viu a parada ao vivo, é no estilo GameCube, o que representaria problemas pro Nintendo DS.
Não só isso: imagina os jogos que podem rolar com o acelerômetro, que leva ao software a posição fisica do aparelho – dá uma olhada aqui pra entender. Dá pra imaginar algo portátil e com gráficos com qualidade parecida do que o Wii oferece pra tua sala de estar, com o controle remoto e o console fundidos.
No YouTube ainda tem muito mais dos games atualmente em desenvolvimento pro iPhone.
Mas o GPS é, sem dúvida, hous-concours. Você se pergunta “porra, o iPhone já tinha triangulação de antenas pra indicar a localização, pra quê eu vou querer GPS”?. Precisão, cumpadre. Do tipo necessário para que o iPhone aponte onde o usuário geograficamente está, como permite o Loopt (há questões de invasão de privacidade aí também).
A rede social aponta em tempo real onde seus amigos (com iPhone e cadastrados na rede social) estão e se há algum estabelecimento de interessse (aí entra a interação com serviços de restaurantes, por exemplo) – a compra do Plazes pela Nokia tem relação direta com o papo. Mas há um passo além.
Em matéria da CNet com Andy Rubin, o pai do sistema para celulares Android, achei o vídeo acima. O Enkin é um projeto tocado pelos alemães Max Braun e Rafael Spring que mistura a câmera dos protótipos do Android com seu GPS, numa primeira demonstração do potencial de penetração real que a chamada realidade expandida terá.
Sabe aquela história dos andróides, tipo Exterminador do Futuro, que tem uma visão da realidade salpicada por informações? É, é isso aí. Avance até os 1m20s quando começa a demonstração do “Life Mode”, em que informações previamente salvas em mapas (tipo Google Maps) são reproduzidas SOBRE a imagem real.
Com o Enkin, o celular com Android vira uma camada da realidade, em que dados sobre localidades preferidas, pontos preferidos de seus amigos, distâncias entre pontos específicos e o que mais você imaginar da integração de dados digitais com um ambiente analógico.
Android não é iPhone, mas quanto tempo você acha que vai demorar até que algo parecido com o Enkin apareça no AppStore?
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cris Menegon





