Chá Quente

Jornalismo de tecnologia. Por Guilherme Felitti.

Archive for June, 2008

este Chá apóia a doação do BR-Linux

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O cumpadre virtual Augusto Campos avisa por e-mail (pelo jeito, não apenas este blog) sobre uma campanha que iniciou nos seus dois rebentos BR-Linux e Efetividade.net pra ajudar financeiramente comunidades online que não têm um modelo fechado além das doações pra ganhar dinheiro.

O lance é o seguinte: quem vai pagar é o Augusto. Se você quiser participar (e eu te aconselho a), siga as instruções dadas pelo cara e sugira o segundo projeto que vai receber metade da grana (a Wikipedia é a primeira) dentro do seu próprio blog.

Quer um conselho? Se eu fosse doar meu dinheiro pra uma comunidade online, seria o WebArchive. São pouquíssimos os projetos (públicos ou privados) que prezam pela arqueologia digital, guardando cópias de páginas e serviços para consulta futura.

No Brasil, o melhor exemplo desta “hemeroteca digital” é do UOL, que mantém um registro de três atualizações de sua home desde junho de 2006.

Full disclosure: a campanha envolve uns prêmios pra envolver mais usuários. Este Chá, porém, não está dando a mínima pra prêmios ou exigências feitas para concorrer a eles. Esta á uma convocação para uma campanha com um fundo nobre bagarai.

O Augusto doaria, no máximo, 500 dólares, mas a meta de 400 blogs envolvidos para tanto foi atingida no dia seguinte ao lançamento da campanha. Isto significa que, o Augusto já deixou claro, vai rolar mais grana ainda pra doação.

Dá um pulo lá no BR-Linux e ajude a deixar o Augusto um pouco mais pobre por uma boa causa.

Written by Guilherme Felitti

June 30th, 2008 at 4:14 pm

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mashup de cowork na paulista

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Belíssimo mashup com indicações de hotspots para quem precisa trabalhar remoto na região da Avenida Paulista, em São Paulo, feito pelo Michell Zappa.

Written by Guilherme Felitti

June 27th, 2008 at 9:36 pm

leituras 24 de junho

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Na Rolling Stone, o olho dá o tom da matéria: “na era do MP3, a qualidade sonora é pior que nunca“. Leia e vá ouvir “Thunder in the mountain”, do Bob Dylan, e “Around the world”, do RHCP, pra entender o ponto. Fica a dica: torrents, de 256 Kbps pra cima.

Com o projeto de lei que cria a profissão de escritor em tramitação, Jonas Lopes pergunta a Milton Hatoum, Sérgio Rodrigues e Antonio Fernando Borges se a profissão precisa de oficialização formal.

Dentro do Google Book Search (ou Busca de Livros, ao seu gosto), Helen Caldwell explica por que “Dom Casmurro” é o “Otelo” brasileiro e traça relações entre o mouro cego de ciúme de Shakespeare e o bipolarismo de Bento Santiago de Machado de Assis (aliás, Machado ou Guimarães?).

Na CNet, Stephen Shankland entrevista longamente Udi Manber, o responsável pela qualidade dos resultadosde busca apresentados pro usuário. Manber é o chefe do enxuto grupo responsável pelo algoritmo do Google (o NYTimes já tinha entrado lá), o que faz dele um figurão abaixo apenas do triunvirato.

No Wall Street Journal (é, é fechado, eu sei), Robert Guth explica a conturbada relação entre Bill Gates e Steve Ballmer, que viu seu emprego ser questionado após o término das negociações com o Yahoo e como a saída de Gates pode piorar ainda mais a situção de Ballmer, no tipo de matéria que só alguém com tempo, fontes e competência consegue.

O último e motivo da ilustração não é uma leitura: o Viva Calaca! conta em 3 minutos, por meio de caveiras dançantes e uma animação de deixar ilustrador babando, a história por trás do Dia dos Mortos, tradicional no México (a “santa” do Dia de los Muertos, Dona Muerte, enfeita minha mesa de jantar bela e magrela apoiada num cactus depois da viagem pra lá).

Written by Guilherme Felitti

June 24th, 2008 at 9:44 pm

a realidade expandida a caminho

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Foram duas as coisas que mais chamaram atenção durante o lançamento do iPhone 3G: games e GPS (porquê o 3G todo mundo já meio que tinha certeza que ia rolar). Você chegou a ver as imagens dos games que a Sega tá preparando pro iPhone? A qualidade gráfica, diz quem viu a parada ao vivo, é no estilo GameCube, o que representaria problemas pro Nintendo DS.

Não só isso: imagina os jogos que podem rolar com o acelerômetro, que leva ao software a posição fisica do aparelho – dá uma olhada aqui pra entender. Dá pra imaginar algo portátil e com gráficos com qualidade parecida do que o Wii oferece pra tua sala de estar, com o controle remoto e o console fundidos.

No YouTube ainda tem muito mais dos games atualmente em desenvolvimento pro iPhone.


Mas o GPS é, sem dúvida, hous-concours. Você se pergunta “porra, o iPhone já tinha triangulação de antenas pra indicar a localização, pra quê eu vou querer GPS”?. Precisão, cumpadre. Do tipo necessário para que o iPhone aponte onde o usuário geograficamente está, como permite o Loopt (há questões de invasão de privacidade aí também).

A rede social aponta em tempo real onde seus amigos (com iPhone e cadastrados na rede social) estão e se há algum estabelecimento de interessse (aí entra a interação com serviços de restaurantes, por exemplo) – a compra do Plazes pela Nokia tem relação direta com o papo. Mas há um passo além.


Enkin from Enkin on Vimeo.

Em matéria da CNet com Andy Rubin, o pai do sistema para celulares Android, achei o vídeo acima. O Enkin é um projeto tocado pelos alemães Max Braun e Rafael Spring que mistura a câmera dos protótipos do Android com seu GPS, numa primeira demonstração do  potencial de penetração real que a chamada realidade expandida terá.

Sabe aquela história dos andróides, tipo Exterminador do Futuro, que tem uma visão da realidade salpicada por informações? É, é isso aí. Avance até os 1m20s quando começa a demonstração do “Life Mode”, em que informações previamente salvas em mapas (tipo Google Maps) são reproduzidas SOBRE a imagem real.

Com o Enkin, o celular com Android vira uma camada da realidade, em que dados sobre localidades preferidas, pontos preferidos de seus amigos, distâncias entre pontos específicos e o que mais você imaginar da integração de dados digitais com um ambiente analógico.

Android não é iPhone, mas quanto tempo você acha que vai demorar até que algo parecido com o Enkin apareça no AppStore?

Written by Guilherme Felitti

June 23rd, 2008 at 11:31 pm

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a creative não sabe fazer software

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Há algumas semanas, caiu em minhas mãos um Creative Zen V. Não havia do que reclamar: bom espaço de disco, sintonização de rádio FM, tela boa pra ver fotinhos e boa potencia de som. O hardware é ótimo. Com algum tempo de uso, ficou evidente o problema: o software.

Pode-se traçar uma relação entre a quantia de ícones e programas instalados por um programa com a qualidade do software.

Instalação concluída e o desktop ficava com 4 (!!) ícones da Creative, sendo que a sincronização (a parte vital do produto) era feita numa espécie de janela do Windows Explorer amarrada com restrições como o número de músicas que poderiam ser sinocronizada, por exemplo.

Pior: fora o acúmulo de programas inúteis, o software parou magicamente de perceber o Zen Plus conectado ao PC, o que inviabilizada renovar as músicas ou até carregar sua bateria. Foram  algumas semanas de esquecimento em uma gaveta.

A Creative não faz softwares para Mac. Pelo menos pro Zen Plus, não achei. Sorte minha. Achei pelo Google a dica de um software aberto criado por um usuário de players da Creative insatisfeito com a falta de compatibilidade com o Mac OS.

O XNJB é exatamente o que você espera de um programa do tipo: a janela abre, mostra a canções dentro do player, permite que você selecione quis novas vai colocar, mostra as listas de execução e ainda indica quanto espaço ainda falta a ser preenchido.

O Zen Plus funciona agora por mérito não da Creative nem da Apple, mas de um desenvolvedor que tomou algumas horas pra fazer um software que tornaria a vida de indivíduos como ele (e eu, no final das contas) mais fácil. Se você faz parte do clube, baixe o seu XNJB aqui.

No final das contas, eu sou um cara satisfeito pelo hardware da Creative e extremamente grato a Richard Low, não apenas pelo software aberto, gratuito e fácil de usar – a péssima experiência com o programa da Creative fez com que qualquer software mais simples se tornasse fantástico.

Written by Guilherme Felitti

June 23rd, 2008 at 9:43 pm

amando tudo isto 2.0

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Grande empresa cria página no Facebook e permite que usuários publiquem imagens de envolvimento com a marca, esperando adolescentes felizes reuniadas ao redor de saquinhos de batata frita. Esquecem que nem todos são fãs da marca.

Dá nisto aí em cima, a imagem que mais chama atenção entre as 23 imagens publicadas pelos usuários na comunidade no Facebook que, ainda que não seja oficial, reúne mais de 60 mil pessoas ao redor da marca McDonalds.

Lembrou-me de Alessandro Lima, do e-Life, falando no Podcast do Now! (a partir dos 1m35s) que nem toda empresa deve se arriscar livremente na mídia social, como operadoras de telefonia celular e bancos.

Written by Guilherme Felitti

June 23rd, 2008 at 5:06 pm

3 novas (?) startups nacionais

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Conheço pelo Startup Warrior 3 startups brasileiras – Oriango, de agregação de conteúdo; Estilook, de avaliação de visuais; e Tangível, a mais interessante, com experimentos em mulit-touch.

Na real, não conhecia nenhuma delas, mas fico desconfiado de um serviço que teoricamente localiza startups de internet pelo mundo e, além de colocar como brasileira a de Hong Kong Outblaze, ignora solenemente as principais do Brasil e classifica o velho de guerra Buscapé como startup.

Written by Guilherme Felitti

June 23rd, 2008 at 3:32 pm

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gizmodo br ganha data

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Cinco semanas após o anúncio, o Gizmodo Brasil ganhou data oficial para estrear: 1º de setembro (a divulgação oficial era apenas para a visita de envolvidos com a versão original).

Nada oficializado sobre a bagaça por aqui (como, por exemplo, quem vai tocar e se a loja Mouses vai interferir na criação de conteúdo), a não ser a moral do Gizmodo internacional…

Ok, o nome original do cara é Steven Paul Jobs. Mas, como disse bem o cumpadre Henrique, ou usa o nome completo ou o que todo mundo conhece, não?

Written by Guilherme Felitti

June 23rd, 2008 at 11:26 am

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o spam do facebook

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Com o tempo você, usuário do Facebook, vai desenvolvendo uma cegueira seletiva pro spam 2.0 formado por aqueles convitinhos irritantes que seus amigos (amigos?) mandam pra comparar gosto de filmes, jogar pôquer, dar confidências sexuais, jogar alguma coisa, virar zumbi (opa, isto que já fiz) ou qualquer outra merda.

Quero só ver esta tonelada de convitinhos no Orkut com OpenSocial (que já tem um novo tipo de spam rolando) como vai ficar.

Update: com uma visão mais otimista, Thiago Baraldi complementa este post dizendo que o acúmulo de convitinhos de aplicativos é só outra prova de como o Facebook é melhor para separar o que é mensagem e o que é spam que Orkuts da vida.

concordo. mas que o Facebook poderia dar a opção pra não se receber a avalanche, bem que poderia.

Written by Guilherme Felitti

June 22nd, 2008 at 7:15 pm

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naked gun auto

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Written by Guilherme Felitti

June 22nd, 2008 at 12:15 am