para francisco. e para você também.
Descobri o Para Francisco num momento em que meu saco cheio já não me dava toda condição de esconder que a história de que cada um pode fazer seu noticiário com blogs não passava de uma versão do Princípio de Pareto (ou uma relação ainda mais radical, como a registrada na Wikipedia) na mídia digital.
Não agüentava mais a irrelevância dos muitos que apenas copiavam ou davam opiniões ruins – nada embasadas, preconceituosas, sempre exalando uma petulância de quem acha que tem autoridade para falar sobre determinado assunto.
A grande maioria não tem. Mas se engana que tem, talvez motivada pelo falso poder da premissa de que todos poderão fazer seu noticiário, a ponto de achar que a melhor forma de se entender é atirando pedras.
Meu saco pros assuntos de tecnologia está terminando. A paciência contra a irrelevância da grande parte do que leio, contra as opiniões que chegam a mim sem qualquer tipo de cuidado, contra quem acha que quem vai dominar o mundo é quem dá a opinião, sem entender que, para ter opinião, é precisar depender daqueles que colhem versões. Daqueles que transformam os fatos em notícias.
O Para Francisco não tem nada a ver com tecnologia. Pelo contrário: ele tenta ser uma ponte para que uma criança, o Francisco, conheça, por meio de frações de músicas, textos e cartas, seu pai e o subtítulo do blog é melhor que eu para definí-lo:
“Um homem tem morte súbita, dois meses antes do nascimento do seu único filho. Assim nasce este blog. Tentando entender e explicar dois sentimentos opostos e simultâneos vividos pela viúva e mãe que, no caso, sou eu. Muitos questionamentos. Muitos raciocínios. Muito aprendizado. E uma pressa em falar para o Francisco sobre seu pai, sobre o mundo e sobre mim mesma (só por garantia).”
Tente ler o relato que a mãe (que eu me recuso a classificá-la como blogueira da maneira restritiva que muitos daqueles que usam suas bocas como latrinas o fazem neste aspecto) tece sobre a morte da avó de Francisco e tente não lacrimejar sem lembrar da sua.
Salte depois pro corajoso desabafo em que a cumadre Thiane, entalada até o pescoço do mundo corporativo, quebra a associação inerente aos assuntos “maternidade” e “matrimônio”.
Tecnologia é fascinante, mas é algo exageradamente previsível. De uma maneira como, talvez você saiba e isto soe piegas pra caralho (ué, o nome do responsável pelo blog lá em cima é o meu, não?), a vida não é.
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gfelitti
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Silvia
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Manoel Netto
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gfelitti
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Manoel Netto
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Thiane





