intimação atrapalha confraternização
Alexandre Hohagen deveria estar no México tanto para discutir assuntos internos com as dezenas de funcionários do Google Brasil que cá estão como para falar com os jornalistas brasileiros.
Não veio. Amanhã, Hohagen e Félix Ximenes vão a Brasília depôr na CPI da Pedofilia depois de intimação da Justiça – convidado na primeira vez, o Google ignorou um suposto depoimento.
A intimação reflete a postura petulante que o Google Brasil vinha demonstrando com autoridades brasileiras a respeito dos usuários responsáveis por conteúdos que quebravam a lei dentro do Orkut.
Da argumentação de que o responsável era o Google Inc., não o Google Brasil, à ação exageradamente grosseira e nem um pouco elucidativa de Durval Noronha, acostumado a gritar com jornalistas em coletivas, o buscador dava fortes indícios de não levar a peleja a sério.
A escolha de Durval, aliás, já é um tanto questionável – em 1989, era Noronha quem defendia o traficante norte-americano William Reed Elswick, com ligações com Edemar Cid Ferreira.
O cenário mudou quando anunciantes (comenta-se na Johnny Walker) encerraram contratos de publicidade dada a ligação entre suas marcas e comunidades de incitação a crimes no Orkut – nos bastidores, comenta-se um prejuízo de milhões de reais.
Pessoas próximas ao Google prometem que, nas próximas semanas, a coisa muda. Sinal disto é a contratação de Márcio Thomaz Bastos para a defesa do buscador dentro da CPI.
Já era tempo do Google Brasil começar a levar a sério os crimes feitos dentro do Orkut.
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Marcelo Oliveira





