a morte do jornal por cauthorn
Quer dizer então que o jornal de papel vai desaparecer?
Robert Cauthorn - Um livro impresso sempre terá razão de ser, já que pode ser lido várias vezes ao longo de muitos anos. Mas quais serão as vantagens do papel para um jornal? A força do hábito para muitas gerações de leitores e o conforto da leitura em folhas grandes, mais agradável do que a leitura na tela. Mas tudo vai mudar com a chegada, após a generalização da banda larga, da tinta eletrônica e das telas flexíveis. Para produzir um jornal de papel, árvores são cortadas, transportadas, transformadas em celulose e depois em rolos gigantes de papel que são transportados para gráficas.Os consumidores os compram, os levam para suas casas e, depois, os jogam no lixo. Eles são recolhidos por caminhões e, na melhor das hipóteses, levados a centros de reciclagem. Tudo isso guarda mais relação com a logística do que com a informação! Para um produto tão imediato quanto um jornal, esse desperdício é obsoleto. Jornais são impressos, embalados, carregados sobre caminhões e depois descarregados nos pontos-de-venda.
De ótima entrevista com Robert Cauthorn, considerado pioneiro da informação digital pela adaptação primária de jornais à web, ao Le Monde e traduzido e publicado pelo Mais, da Folha de São Paulo.
O processo descrito por Cauthorn lembra exageradamente o processo extremamente braçal que hoje é ir ao supermercado – prateleira, carrinho, caixa, sacola, carrinho, carro, carrinho do estacionamento, chão de casa e prateleira de casa.
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Marília
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José Amorduro






