Chá Quente

Jornalismo de tecnologia. Por Guilherme Felitti.

Archive for September, 2007

o submarino e um homem ao mar

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encomenda_sub
Minha via-crucis com o Submarino acabou bem mal. Na tarde deste sábado, chegaram em casa dois pacotes com o CD e o livro acima enrolados em plástico-bolha, quase um mês após o pedido ser feito e três semanas depois o pagamento.

No Submarino, o livro está hoje com sete dias úteis de entrega, enquanto o CD já não está disponível. É difícil afirmar, mas não lembro do prazo para o livro ser tão grande quando resolvi comprá-lo – era o tempo de divulgação braba.

Ainda que fosse, o prazo não se justifica. Mas este não é o pior.

Durante as semanas, foram dezenas de tentativas de acessar o chat do Submarino para conversar com atendentes sobre o problema. Nas poucas vezes em que fui atentido e não rejeitado por uma janela de erro, eram trocadas duas frases com o atendente antes que o mesmo erro me jogasse pra fora.

Tentei com Firefox, Internet Explorer e Opera. E nada. Apelei para o telefone e, na boa, foram longos minutos ouvindo a maldita vinheta afirmando que eu seria atendido logo. Não deu, camarada, a paciência acabou antes.

Na quinta, me ligou uma atendente oferecendo um cartão de crédito do Submarino – ironia a parte, fui eu quem escrevi a nota quando ele foi lançado. Perguntei meio contrariado por quê eu iria usar um cartão de um serviço que não me atendia. Ela me passou o e-mail de atendimento e desligou sem qualquer enrolação de telemarketing.

Não estou sozinho nesta. Um colega de redação contou, em meio a um almoço, que uma máquina de lavar encomendada para quatro dias úteis demorou 17 dias corridos. É, a conta não bate. Não são só os mortais que têm problemas de vez em quando com o e-commerce.

Neste podcast, Pedro Guasti, presidente do e-bit, que certifica e cria pesquisas sobre o comércio eletrônico nacional, disse ter feito uma encomenda grande para passar o reveillon com amigos na praia num supermercado online. O pedido não chegou.

O que intriga, sinceramente, são os casos recentes do Submarino. Além dos atrasos no meu e no pedido do colega jornalista, um blogueiro relatou que comprou um Playstation 3 pelo Submarino e recebeu uma pedra (!!!) no lugar.

Na hora de desembrulhar pra fazer a foto que ilustra o post, notei que uma das embalagens tinha um selo que dizia “Presente”. Presente? Pra quem, cara pálida?

Isto é um registro de uma péssima experiência que tive como consumidor com um serviço de comércio eletrônico que, até então, tinha me servido por dezenas de vezes muito bem. Caso alguém aí tenha problema semelhantes, dá um toque nos comentários.

Written by Guilherme Felitti

September 30th, 2007 at 2:32 am

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a apple troca de assessoria no brasil

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A notícia prometida lá atrás já pode ser divulgada: a Apple Brasil trocou sua assessoria de imprensa no Brasil. Ao assumir a subsidiária brasileira, o executivo Alexandre Szapiro trocou a Zenza pela FirstComm, assessoria responsável pela conta da Palm quando ele era também presidente da empresa.

A estratégia é uma surpresa aos acostumados a lidar com a Apple no Brasil principalmente pela participação que o homem por trás da Zenza, Thomas Fischer, tem com a empresa de Steve Jobs – antes mesmo da Apple abrir escritórios no Brasil oficialmente, Thomas já lidava com a empresa.

Ah, tem outras grandes movimentações em assessoria de imprensa no Brasil envolvendo alguém maior que a Apple. Um dia eu conto aqui.

Written by Guilherme Felitti

September 29th, 2007 at 1:43 am

íntegra: a guerra (nacional) dos mapas online

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Íntegra da matéria sobre os mapas online no Brasil. Creative Commons na veia.

*

Lá fora, eles já traçam direções, apontam os melhores caminhos no meio do rush, integram telefones celulares e reproduzem as vias com fotos tiradas na vida real.

No Brasil, no entanto, os mapas online ensaiam sair do marasmo com novos serviços que, mesmo atrasados em comparação aos estrangeiros, já trazem alguns benefícios além de mostrar as ruas.

A nova onda é liderada pelo Live Search Maps, da Microsoft, oficializado na primeira quinzena de setembro para dar início ao primeiro serviço de alcance nacional que conta com pontos de interesse e informações de trânsito ao vivo.

Mas não é apenas da briga entre os gigantes Yahoo, Microsoft e Google que os mapas online brasileiros vivem.

A bem da verdade é que, fora a recente movimentação da Microsoft, são empresas brasileiras que concentram inovações e investimentos no setor.

O principal exemplo da inversão a competição pelos mapas online está no serviço do Yahoo que, ao invés de regionalizar seu Yahoo Maps para o Brasil, tem parceria com o brasileiro MapLink.

Ao invés do complexo Yahoo Maps internacional, que traça rotas dentro de dezenas de cidades norte-americanas e oferece indicações de trânsito em tempo real, com o direito à indicação de acidentes nas rodovias, o serviço nacional indica endereços, traça rotas e achar, ainda que de maneira limitada, estabelecimentos pela ferramenta da MapLink.

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Written by Guilherme Felitti

September 27th, 2007 at 5:44 pm

sem del.icio.us por aqui?

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O Yahoo acabou de confirmar: a versão nacional do del.icio.us, prometida para o primeiro semestre, não tem mais data definida pra chegar.

Written by Guilherme Felitti

September 26th, 2007 at 5:29 pm

autoramas no inferno

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Não sei onde você estava na madrugada do sábado pro domingo. Mas, nums minutinhos ali, eu me emocionava com três marmanjos que subiam a um palco no final da Augusta com máscaras de lutadores mexicanos.

Faça um favor a si mesmo um dia e vá ver um show do Autoramas, vá.

Nada como um churros espanhol em plena 6h pra matar a fome depois do show…

Written by Guilherme Felitti

September 26th, 2007 at 4:29 am

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a resposta privada da APCM

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Cerca de dez dias após publicar a resposta pública à assessoria da APCM, o órgão me procurou. O que há para ser dito agora sobre o combate à pirataria, com dados das ações finalmente divulgados, está na nota publicada no Now! nesta segunda.

Mas há algumas satisfações a serem dadas.

A APCM confirmou que o link do post sobre a criação do órgão rodou a empresa, como “uma espécie de incentivo”. O que o responsável pelo órgão, que divulgou o link, não esperava era que o assessor enviasse o e-mail à sua revelia, segundo a versão da APCM.

No fim das contas, o indivíduo responsável pelos argumentos não recebeu a resposta – saiu da APCM antes que eu a enviasse.

Written by Guilherme Felitti

September 26th, 2007 at 4:17 am

da web: bueiros-toons

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Os coletivos SAO! e Delafuente se juntaram no projeto 6emeia pra pintar tampas de bueiro por São Paulo. O resultado, como se vê acima em amostras e como se vê por inteiro no Flickr do projeto, é fodido.

Written by Guilherme Felitti

September 26th, 2007 at 3:46 am

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o facebook resiste e queima lenha

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Começaram novos boatos sobre a venda do Facebook. Não são os primeiros nem os segundos. A Microsoft vai pagar US$ 500 milhões pra ter 5% da rede social, o que, numa simples regra de três, coloca o valor comercial da rede perto dos US$ 10 bilhões (!!!).

(Uma pequena comparação. Achou muito? É apenas um terço do que a Exxon Mobile lucrou em 2006).

A cifra é nada menos do que dez vezes o avaliado em abril de 2006, num crescimento de valor de mercado de deixar qualquer um com seqüelas da bolha arrepiados.

Cogita-se que a estratégia da Microsoft é monetizar o conteúdo do Facebook com sua plataforma de publicidade, uma ContentAds potencializada pela compra da aQuantive, assim como a Microsoft já faz com o Digg e o Google vem fazendo com seu AdSense no MySpace, ex-queridinho das redes sociais.

E o Google? Diz o Wall Street Journal que o buscador também tem interesse em participação no Facebook o que, dada a conturbada compra da DoubleClick, que está sendo questionada pela Microsoft até agora, pode dar em briga entre ambas de novo.

A participação no Facebook resvala no temor do Google pelo crescimento da rede, segundo revela Michael Arrington, o que levará a dupla Brin e Page a anunciar uma rede social em novembro mais aberta que o Facebook, o que poderá deixar o Orkut ainda mais parecido com a rede pop.

São muitos os motivos para a explosão do Facebook, mas o mais evidente tem relação com um termo técnico chamado “crowdsourcing” – se você prefere ser entendido, basta dizer que o Facebook não apenas está colocando a comunidade pra trabalhar, mas como ela está gostando.

Após abrir seu API, o Facebook passou de sumo a esqueleto de rede social – com os códigos em mãos, o número de aplicativos externos explodiu e hoje a coisa mais legal do Facebook é caçar os que comparam seu gosto musical, países que esteve, conhecimento em internet e o escambau com seus amigos, num efeito “minha rede dentro de toda a rede”.

Nem um pouco bobo, o fundador Mark Zuckerberg anunciou o fbFund, fundo de US$ 10 mil para incentivar a criação dos aplicativos de terceiros.

Ironicamente, a maioria dos mashups feitos na rede hoje usam mapas do Google Maps graças à sua API, algo solenemente ignorado no Orkut, a rede social do Google solenemente ignorada lá fora.

Se não rolar uma aquisição atravessando a estratégia da Microsoft, APIs do Google (porquê o Yahoo também não libera a sua pro Mash, esta rede com potencial de fracasso?) para redes sociais.

Aliás, parece que é sina dos três abraçar redes de terceiros – nem Live Spaces nem Orkut nem 360 deram lá muito certo.

Written by Guilherme Felitti

September 26th, 2007 at 3:34 am

cidadão instigado e vanguardista

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OK, eu admito: coloquei no Google o nome do Cidadão Instigado para baixar o primeiro álbum deles, a “O ciclo da dê.cadência” depois de fechar umas matéria ouvindo este amarelinho aí em cima, o “E o método tufo de experiências”.

Até que encontrei o blog deste aí de cima, Fernando Catatau, o fundador e alma do Cidadão. No terceiro post, ele mesmo dá o link para o download dos dois CDs mais um EP lançado antes do primeiro disco.

Cumprido o desejo e “O ciclo…” já está entre nós.

Written by Guilherme Felitti

September 26th, 2007 at 2:43 am

justiça seja feita…

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…mas não é só no Brasil que Lavoisier está arregimentando seus seguidores.

Bata o olho no Orkut e no Mash, a nova rede social do Yahoo que prima pela interatividade entre seus usuários.

É evidente que ambas seguem o modelo Facebook não só pelo visual, mas pela proposta de plataforma – encaixam-se várias ferramentas em numa rede social que faz o papel de estrutura.
orkut_facebook

mash_facebook

Written by Guilherme Felitti

September 22nd, 2007 at 1:14 am