Chá Quente

Jornalismo de tecnologia. Por Guilherme Felitti.

a pior face do jornalismo cidadão

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Quando a segunda e terceira partes de Matrix estrearem no país, classificaram como exagero a atitude da Warner Bros. de confiscar celulares na entrada da sessão destinada a jornalistas.

Aquilo envolvia marketing. O que você vê aí abaixo envolve ética.

Publicada no Foto Repórter do Estadão, esta foto foi tirada por algum funcionário do Instituto Médico Legal para onde os corpos das 199 vítimas do desastre da TAM foram encaminhadas.

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Por decisão do jornal ou falha de tecnologia, a foto não está mais acessível no Estadão.

Seria o caso de fazer um novo “Código de Conduta” para o tal jornalismo cidadão? Longe disto – perca alguns segundos para ouvir a primorosa resposta de Sílvio Meira aos 6 minutos e 42 segundos deste podcast.

Não é por quê alguém pode tirar fotos onde bem entender com celulares que este alguém deve fazer isto – isto não envolve novas tecnologias ou legislações, mas sim a velha ética de saber o que publicar ou não.

Sem qualquer julgamento muito profundo de valores, é muito diferente o interesse de uma foto como a do cadáver de PC Farias no IML de Maceió feita por Juca Varella em relação à foto representada aí em cima.

Ironicamente, Varella é ajuda constante no TCC da cumadre Cíntia Costa, de onde a foto acima foi carinhosamente chupinhada.

Se a equação falha no caráter humano, é bom que alguns estabelecimentos específicos (entre eles, IMLs) definam restrições.

Written by Guilherme Felitti

August 7th, 2007 at 9:04 pm

  • Critério na edição.
    O papel que cabe ao jornalista às vezes perde pela sede de pageviews.
    Falo de pecado próprio.
    ;)
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