Archive for July, 2007
BellRays na augusta
Pro número de câmeras digitais na hora, digo que foi dificílimo achar fotos do show do BellRays no Inferno - mas a galera do Sampaist compilou umas fotos ótimas que o Ulisses Barbosa fez do show num álbum especial.
Era pra escrever também. O texto ia começar falando que, às 3 horas e 07 minutos do dia 1º de junho de 2007, não havia melhor lugar pra estar em São Paulo que um inferninho na Augusta – tava rolando “Highway to hell”.
A lembrança tá viva. Um dia ainda sai.
Update: Ulisses avisa nos comentários que também tem texto – taí. Só acho que tu economizou demais nos adjetivos, Ulisses. A coisa foi passional demais pra se perder em objetividade.
quando a soma de Intel e OLPC provoca indefinição
A improvável parceria entre Intel e OLPC, que vinham se estranhando desde a visita de Paul Otellini ao Brasil, em março de 2006, se concretizou, à revelia das expectativas de amantes, céticos e jornalistas que cobrem o assunto.
Não foi só a comunidade – este repórter, inclusive – que se surpreendeu.
Em entrevista com Élber Mazzaro, sempre articulado diretor de marketing da Intel Brasil, a conversa não fluia – havia uma evidente dificuldade em desenvolver o assunto sem cair nas frases de efeito, comportamento contrário ao padrão do executivo. Ele parecia confuso.
Até a sinceridade constante de David Cavallo, o manda-chuva da OLPC na América Latina, deu lugar a afirmações um tanto vagas e apenas uma certeza, também pontuada de dúvidas: no futuro, OLPC e Intel farão notebooks conjutos.
Ficou no ar a quantia que a Intel pagou à OLPC para entrar no conselho – todas as empresa sveiculadas à OLPC pagam, seja elas o Google, a AMD ou a Nortel. Fica sem resposta também – e principalmente – como será feita a integração de esforços.
Um notebook só? Ambas negam. Equivalência de configurações, inclusive com WiMax? Não descarte. Incentivos da Intel? Quem fica com medo disto é a AMD.
Nicholas Negroponte sempre afirmou que o setor era regido pelo “quanto mais melhor” e o próprio Governo Federal declara, quando perguntado sobre a licitação, que não será apenas uma carga de notebooks.
Quem pode perder? Pelo perigo de competir com a Intel, a AMD.
E, não, Nagano, eu não tenho nenhuma resposta mágica pra parceria.
original: de NutecNet a Terra
Também dentro do especial de 10 anos do Now!, a matéria com operações online que sobreviveram à Bolha ficou mais magra no último minuto.
Decidiu-se não colocar uma empresa nascida como provedora e transformada o portal, o que tirou a NutecNet da parada- a inclusão abriria brecha para um sem número de outras companhias.
De novo, o Creative Commons é o nosso pastor e nada nos faltará.
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NutecNet: do Vale do Silício para a liderança em banda larga
Quem vê o Terra usando sua base de assinantes de banda larga – a maior do país – para se manter na guerra dos grandes portais brasileiros pode não imaginar a tradição que o portal tem no setor de acesso doméstico.
Muitos anos antes de se tornar o portal controlado pela Telefônica, a Nutec, criada em 1987 pelo empresário e surfista Marcelo Lacerda, tinha como pretensão vender sistemas em Unix para o mercado internacional.
O sistema Image, desenvolvido em Unix para terminais em sistemas multiusuários, levaria a gaúcha Nutec a abrir, em 1992, um escritório no Vale do Silício para vender a solução a empresas norte-americanas.
Na Califórnia, a Nutec percebeu o potencial da internet comercial, o que levou a empresa a, dois anos depois, integrar todos seus produtos – que tinha até um browser baseado no Mosaic chamado NutecDesktop Navigator – à web.
Com a experiência no Vale, a Nutec foi convocada por Tadao Takahashi, então presente da Rede Nacional de Pesquisa, para montar o modelo da internet brasileira, às vésperas da quebra do monopólio da Embratel para acesso doméstico.
“O governo nos pediu não um aporte do backbone, mas ajuda para entender aplicativos e sistemas para que o usuário navegasse”, conta Paulo Castro, presidente do Terra.
Quando o Ministério das Comunicações abriu o mercado para novos provedores, a Nutec já tinha experiência com acesso doméstico e serviços bancários na internet – em 1995, a empresa fez tanto um piloto com 4 mil usuários como inaugurou os serviços online de Bradesco e Bamerindus no mesmo dia.
“Em dois meses, lançamos a NutecNet, com acesso disponível para as cidades de São Paulo e Porto Alegre”, relembra Castro, contratado como décima segundo funcionário da Nutec original.
Como o provedor não tinha capital para abrir filiais regionais, resolveu apostar em franquias – se lanchonetes e lavanderias têm, por que não um provedor de internet? A primeira aposta para vender franquias foi na Fenasoft de 95.
“Saímos da feira com oito franquias fechadas, o que nos deu a maior rede nacional naquele ano”, diz Castro. A explosão de procura foi questão de tempo – no final de 96, já eram mais de 80 franqueados atendendo 120 cidades brasileiras.
O sistema de franquias, admite Castro, salvou a NutecNet do estouro da bolha. “Não dependíamos de especulação financeira, já que tínhamos um modelo sólido de negócio”.
No final do mês, eram os franqueados que tinham que pagar a conta, o que salvou a pele do provedor gaúcho, renomeado para Zaz após acordo com a rede regional RBS.
“Para não dizer que não passamos incólume, fomos comprados pela Telefônica” que, segundo Castro, tinha acumulado dinheiro com a movimentação do capital no mercado de internet.
A compra da Telefônica e mudança para o atual nome foi em 99, ano em que o acesso discado ainda era maioria esmagadora. As mudanças decorrentes da explosão da banda larga, sentidas pelo Terra principalmente a partir de 2002, fizeram com que o provedor alterasse seu papel no mercado de internet.
“Agora nos apoiamos tanto no acesso, principalmente banda larga, como na publicidade, que já não é tão incipiente, como nos serviços de valor adicionado, como softwares de segurança e venda de música”, analisa.
Com atuais 2,1 milhões de assinantes (85% são de banda larga, diz Castro), a manutenção da liderança do Terra em acesso domésticos à internet prova que, para se manter na web brasileira, é preciso seguir as voltas que o mundo dá.
Flickr contrata no Brasil
Desde a semana passada, o Flickr está oferecendo uma vaga para estudantes do segundo ou terceiro ano de faculdade (independe o curso) para ajudar a administrar a comunidade brasileira do site em São Paulo.
Interessou? Dá um pulo lá pra conferir.
Não custa nada lembrar que as vagas para o Google continuam abertas e aumentando - só em São Paulo, são 30 vagas entre marketing, RH, administrativo e outros setores.
Update: Nos comentários, Henrique avisa que tá aberta uma também pro YouTube. Correção – a vaga não diz se é pro YouTube ou pro Google Video, mas é para administrar o conteúdo regional de um “leading video sharing site”. Após o lançamento da versão nacional, também vou na sugestão do YouTube.
a euforia como rede social

Redes sociais baseadas em vinhos? Redes sociais baseadas em crochê? Redes sociais baseadas em xadrez?
Pets.com 2.0, lá vamos nós?
Joost ainda mais brasileiro

Na miúda, a parceria entre Trama e Elo Audiovisual vai enriquecendo o Brazilian Music Channel, canal de música brasileira no Joost. Além de clipes de Simoninha e Otto e show de Cláudio Zolli, a gravadora levada por João Marcelo Boscoli resolveu apostar no que tem de melhor: acervo histórico.
E lá estão online shows no programa Ensaio de Tim Maia, Gal Costa, Tom Zé, Elis Regina (calaro!), Baden Powell, Jair Rodrigues e Cartola – ironicamente, tem até Amado Batista. Todos na íntegra.
Não tem ainda convite? Grita nos comentários que eu mando.
Aproveitando o assunto, o TechCrunch traz uma lista interessante com serviços que reproduzem TV ao vivo pela internet usando redes P2P.
original: a Mozilla e seu adestramento de comunidade
Taí o original da matéria publicada no especial de 10 anos do Now! sobre o modelo de negócios da Mozilla baseado na comunidade. As edições finais foram poucas (a chefia foi bem generosa) – a principal ausência é o bloco que compara diretamente a Mozilla com a Microsoft.
Só avisando: o texto é grande. Mas nada na vida é muito fácil de qualquer maneira. Tá em Creative Commons, logo,você já sabe o que fazer, né?
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Asa Dotzler invade esbaforido o hotel em que está hospedado em São Paulo com duas mochilas nas costas e, ofegando, se desculpa pelo atraso no encontro enquanto um trio toca versões em jazz de sucessos da bossa nova no bar colado ao hall.São 21h30 da noite de uma terça-feira, último dia em que o evangelizador/evangelista do navegador de código aberto Firefox ficará no país.
Dotzler vem de uma viagem ao interior de São Paulo que reflete muito bem o espírito da comunidade que alçou o espólio do primeiro grande navegador da internet ao fantasma que puxa o pé da Microsoft em seu monopólio no atual mercado de navegadores.
é bem estranho…
…mas, no Bloglines, o post sobre a história do Moto-a-Porter aparece em strike da metade para o fim.
No template, o post está normal.
Uma complementação da história da Motorola: após a publicação do post, a agência responsável por fazer a ponte entre a empresa e os blogueiros lamentou, por e-mail, que alguns dos participantes tenham ido procurar blogs para reclamar.
Parece que a agência não reconhece direito a linha que separa a liberdade de noticiar uma falsa promessa com uma suposta rabugice. Uma pena.
um dia com o ClassMate PC
A promessa tava feita, mas demorou. Finalmente, taí embaixo, na íntegra. Dúvidas, pedradas ou elogios, grita.
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Não adianta: você bate o olho no ClassMate PC e te dá uma síndrome de Gulliver. A impressão não é falsa – o notebook educacional da Intel, revelado pelo todo-poderoso Paul Otellini em visita ao Brasil, não passa de um notebook convencional com dimensões diminuídas.
Uma mea-culpa: graças a Marfan, minhas mãos estão longes de serem pequenas. Mas lidar com um Windows, já formatado para telas mais amplas, num teclado onde sua unha (só sua unha!) resvala em 3 teclas por dígito é algo beeeeem desconfortável.
Mesmo. É inevitável não torcer o bico ao perceber que, numa provável pressa para competir com o notebook de 100 dólares de Nicholas Negroponte, a Intel usou o mesmo raio usado por Wayne Szalinski pra diminuir seus filhos e dos vizinhos em um notebook.
A pressa, entenda, afeta um pouco a usabilidade e isto está longe da militância. Mãe do projeto, a organização OLPC desenvolveu uma distribuição própria de Linux que tem, como principal mérito, seu sistema gráfico – as interfaces são grandes e os botões, fáceis de serem achados.
A ferramenta de restrição à internet, originalmente prevista para que professores bloqueiem conteúdo impróprio para alunos, torna a configuração da rede sem fio quase impossível. Um cabo Ethernet e a internet rola – 1ª constatação: o Chá fica apertado.
Num ímpeto meio suicida, resolvo escrever uma nota para o Now! no ClassMate. As frases saem fácil, mas os dedos não acompanham. As letras no bloco de notas se tornam quase pontos e aquele movimento de franzir os olhos se torna constante.
A constante correção irrita. Corrijo. Não acho os ícones no menu Iniciar. Franzo ainda mais os olhos. Tenho em mente que o ClassMate é infantil, para dedos três vezes menores que os meus. A nota acaba e vai pro ar. A paciência também.
As distribuições de Linux que estarão no ClassMate em testes nos colégios Don Alano, em Palmas (To), e Professora Rosa da Conceição Guedes, em Piraí (RJ), têm fortes semelhanças com o Windows – vide o Mandriva Linux 2007 ou o Metasys.
O ClassMate é mais pesado que o XO, mas é bem verdade que também mais rápido (900 Mhz contra 433 MHz) e tem o dobro de memória (2 GB contra 1 GB). Mas qualé o grande foco desta iniciativa em dar notebooks para as crianças: a potência ou o preço?
O preço inicial do XO é de 175 dólares. No Brasil, a CCE já trabalha com previsão de preço de 900 1.100 reais para cada ClassMate. Coloque mais um punhado de inovações, como rede Mesh e uma tela com brilho sensível a ambientes, e a simpatia do Governo na conta daquele e você tem sua equação.
Update: Este é um apanhado de impressões de um repórter que acompanha o desenrolar da novela de notebooks educacionais no Brasil e que está pouco interessado nos transistores usados na placa-mãe do ClassMate.
Se é este tipo de informação que você procura, vai na onda do geek-mor Mário Nagano, que destrinchou o notebook da Intel enquanto estava na PC World.
ironia do dia
Único real “concorrente” do iPhone no Brasil (a Motorola preferiu não bater de frente com o RAZR 2), o LG Prada já pode ser encontrado nas Casas Bahia pelo sugerido preço de 1.899 reais – dica do Modos da Moda.
Ria – pelo menos no Brasil ele funciona, ao contrário do iPhone ofertado por 3.999 reais no Mercado Livre sem qualquer garantia real de acesso às redes locais.
Prada nas Casas Bahia.








