Archive for July, 2007
Valencia: coração campuseiro


Andei, andei, andei, andei, andei e anderi até encontrar. A Feria de Valencia, onde rola a Campus Party é gigantesca. Nas duas fotos acima, você vê a encruzilhada (ô, mizifi!) entre os dois grandes corredores.
A entrada é feita no fim do primeiro e, como a maioria esmagadora de atrações está praquele lado, escadas rolantes e luzes a partir da segunda foto estão desligadas – só o Pavilhão do Ócio e o Comedor (opa!) ficam praquele lado.
Organizadores do evento têm benefícios: alguns passeiam de Segway de um lado pro outro, enquanto outros têm triciclos motorizados, enquanto alguns campuseiros (nome dado a quem vem ao evento) mais folgados recorrem a patinetes.
O gado brasileño (periodistas incluídos) andam como um rebanho pelos corredores. Some à correria os cerca de cinco quilos dentro da mochila apinhada de releases, livro e notebook e você tem, além de uma academia involuntária pras pernas, uma dorzinha nas costas que vem no final da noite.
o copyright bate a cara na porta britânica
Notícia da Reuters diz que a Justiça britânca rejeitou um pedido das gravadoras para aumentar a manutenção de direitos autorais de 50 para 70 anos.
Para justificar, a Justiça afirma que a expansão seria injusta com artistas mais novos e aumentaria custos relacionados à indústria musical – CDs e ingressos de shows incluídos.
A lei britânica continua a pagar roylaties para artistas da ilha cinqüenta anos após a composição e gravação original da música, o que pega Paul McCartney e Cliff Richards neste ano.
Uma rápida olhada na Wikipedia mostra que artistas como Elvis Presley, John Coltrane e Frank Sinatra (pra ficar só entre os maiores) estariam em domínio público se as regras do Reino Unidos na música fossem levadas ao resto do mundo.
Nos Estados Unidos, terra dos dois primeiros da lista acima, além da nata do jazz mundial, músias só se tornam domínio público após 95 anos da gravação ou 70 de morte do compositor/artista.
No Brasil, também são necessários 70 anos após a morte do artista para que haja domínio público.
Ao levar em conta que Miles Davis morreu em 91 e Coltrane em 67, tem muuuuita estrada ainda pra andar…
Valencia: brasileiros na disputa

A divisão de Software Livre da Campus Party está promovendo um concurso em que grupos de até quatro pessoas devem construir um game em apenas 72 horas.
Os melhores levam 9 mil euros em bolsas de estudos e 600 dólares em eletrônicos pelo júri oficial, além de um Wii pelo júri popular.
O grupo dos baianos Alexandre Amoedo, Humberto Galiza e Valéssia Brito está sobre o Robot Wars, game 3D baseados em formas geométricas e de jogabilidade simples. Simples, aliás, não é a melhor palavra pra definir o desenvolvimento de um game deste em 3 dias.
A maratona acaba na noite desta sexta-feira e os vencedores serão conhecidos na noite do sábado.
Valencia: xingling ao resgate
No meio de uma feira de tecnologia, o que pode lhe impedir de navegar na internet? A tomada estrangeira, meu filho. Você leva notebook, leva cabo Ethernet, leva boa vontade para passar longe de games e ficar trabalhando, mas a bateria exaure e não há tomada no mundo que entre neste plug espanhol.
Nesta hora, uma loja de eletrônicos te ajuda, certo? Não. Nem mesmo supermercados, atulhados de encaixes, cabos, abridores e o escambau em terras brasileiras. Aqui, achei só pacotes de barbeadores e algumas lâmpadas dispersas.
A solução estava no xingling. A sugestão veio de Paco, um simpático senhor que, não estivesse atento, imaginaria eu que estava falando sozinho. Em plena loja de informática, Paco citou “los chinos” e falou que eles poderiam ajudar.
A loja dos Chinos (vamos chamá-los assim, ok?) não era diferente de qualquer lojinhas de bugigangas na Liberdade. Corredor um, utensilhos de cozinhas e ervas medicinais. No dois, bonecos mal pintados e formas de bolo. No três, plugs para tomadas européias.

Não achei um ideal, mas, junto a um que trouxe (o vermelho), a fonte do notebook se encaixa perfeitamente à tomada. Tudo por 60 centavos de euro e uma horrorosa trilha sonora nipônica.
Os xinglings salvaram meu dia – você só pode ler estas linhas (e eu, escrevê-las) graças ao contrabando de produtos vagabundos na Espanha. Amém.
Té Caliente

Paellas generosas, vinhos baratos, verão queimando e um campeonato de videogames no caminh. Ao contrário de Buenos Aires, o Chá Quente não entra em recesso - a blogagem continua fervorosamente.
“Interestingly, I do not read email on a mobile phone — I have a positively anachronistic Moto Razr — I don’t twitter, and I don’t IM except with other Forrester analysts. And I don’t check email every 10 minutes. These activities are interruptions for the most part and interfere with writing and interviews I need to do. If I had to rank what I use most — and what has changed the way I work most since I became a writer — it would be personalized email, del.icio.us, tabbed browsing, and that big monitor.“
Josh Bernoff, pesquisador vice-presidente de pesquisa da Forrester Research, em um ótimo artigo sobre a relação entre serviços online e produtividade.
P2P, MP3Blog e buscadores
O P2P você sabe cumé – milhares de PCs conectados em rede trocando informações na essência da World Wide Web, processos de direitos autorais, fechamento dos principais e renascimento de tantos outros.
O MP3Blog você já deve até conhecer – blogs anônimos que se especializam em oferecer álbuns completos de determinado estilo musical, facilmente hospedados em HDs virtuais com contas anônimas.
E o Google? Se o crawler registra, tem que haver jeito de achar. Na lista dos populares do Technorati na semana passada, estava um vídeo (não é o único) que detalhava a melhor maneira de achar os MP3s escondidos.
[youtube=http://youtube.com/watch?v=sRv953XZX6Y]
E é fácil. Demais. Copie o código oferecido na descrição do vídeo e entenda o porquê da implicância da RIAA com universidade – muitas das canções encontradas são de pastas pessoais de estudantes dentro do armazenamento que a faculdade lhes oferece.
E bon appetit…
do YouTube/Google: zumbi no céu
[youtube=http://youtube.com/watch?v=BFC3E9VslcU]
Tem coisa que não se descreve, se assimila (mesmo com a merda de som).
do YouTube/Google: hunter e keith
[youtube=http://youtube.com/watch?v=AV5OyJmtnaM]
os pageviews mórbidos e o vôo 3054
Pouco mais de quatro horas após o acidente com o vôo 3054 da Gol em Congonhas, já explodiu o acesso – pelo menos no Chá – ao post “o vôo da Gol e a idiotice digital nossa de todo dia” principalmente por buscas no Google.
Espere bem mais nos próximos dias.

Update: Batata. Uma hora depois do post ser publicado, a notícia equivalente do Now! já é a mais lida.
Update 2.0: Não demorou uma semana. Lá vem a WebSense de novo alertando para um phishing supostamente em nome da TAM que traria um vídeo feito pela Infraero em Guarulhos (sic). Sério.
Ok, sabe-se que phishers não têm escrupulos e passaram longe das aulas de gramática. Agora, vocês sabem, no mínimo, ler?






