a nova entidade antipirataria do Brasil
Há duas semanas, o Brasil ganhou a APCM (Associação Anti-Pirataria de Cinema e Música) em substituição às (fracas) operações nacionais de MPA e IFPI – em ordem, para filmes e música.
O responsável por coordenar o novo órgão, que liderará ações de conscientização e repreensão contra piratas físicos, principalmente, é o delegado licenciado da Polícia Federal Antônio Borges.
Em conversa após o evento, Borges afirmou que seu único contato com pirataria musical havia sido no Paraná em 1997, quanto comandou uma ação que apreendeu milhares de CDs virgens.
Sua nomeação foi aplaudida pelos executivos internacionais dos órgãos presentes. Mas é evidente que a atuação da APCM continuará fraca como suas antecessoras já eram.
É difícil esperar grandes mudanças na abordagem (e mesmo no volume de ações) do órgão com uma direção claramente nada habituada com o mercado nacional de música digital.
E isto não é necessariamente ruim.
A ABPD afirmou que foram baixadas 1 bilhão de músicas no Brasil, mas assume com todas as letras que a fatia dos que baixam é insignificante – é preciso ter banda larga em casa num país em que 79% nunca entraram na web (dados do IBGE).
Por isto, quem baixa músicas pra consumo próprio e não compartilha mais de 5 mil arquivos está fora dos futuros processos contra usuários brasileiros. Mesmo acanhada, a IFPI assume isto com todas as letras.
O foco é o centro do esquema de pirataria que troca os chineses (ou coreanos) presos em ações como a do Stand Center como Lemmings – corta-se os tentáculos, mas o polvo ainda fica ali.
Resumo? A APCM nasceu, o mundo continua rodando no seu eixo e você não vai parar de baixar músicas por isto.






