o Joost vai bem, o YouTube vai
Dizer que o YouTube está em risco é arriscado – considere sua imensa popularidade aliada à ação do poderoso Google. Mas é o juggernaut do vídeo online vai se encaminhando para uma situação nada agradável.
Saiu nesta segunda o anúncio da parceria entre Joost e Viacom. O suposto ‘YouTube killer’ poderá transmitir – de graça – programas da MTV e filmes da Paramount Studios – mesmo que haja, nenhum dinheiro foi quantificado no acordo.
Mesmo ainda em Beta – versão 0.7 em testes, vá lá pedir seu convite -, o Joost já conseguiu o que o YouTube não tem: a benção de um conglomerado de mídia, enquanto o site do Google fecha uma série de acordos que, se “legalizam” a presença de canais no site, não apontam para nenhum modelo comercial sustentável.
Enquanto isto, o Google/YouTube vai queimando gordura. E dá-lhe gordura pra queimar da popularidade caso acordos semelhantes sejam fechados – colocar trechos do Letterman, como a CBS faz, não vale.
Outra coisa: assistir ao Joost é rebaixar o YouTube no quesito qualidade. No primeiro, as imagens fluem muito bem a ponto de, aliado a uma ótima interface, seu notebook parecer uma TV. Sem telas pequenas e granuladas.
OK, se o Joost abrir sem filtragens de conteúdo compartilhados, vai ter o mesmo problema legal. E o YouTube ainda é mais legal (não no sentido jurídico, por favor) pela quantidade de videos sensacionais – veja o Do YouTube deste blog.
Mas já são ótimos indicativos pros caras que têm Skype e Kazaa na corcunda.
O Joost ainda não tem data de estréia. Até lá, o Google tem espaço para provar que Mark Cuban não tinha razão.
-
Marcelo Costa de Oliveira
-
gfelitti
-
gabrielcp
-
Anok
-
Cleyton
-
Tiago Celestino






