Chá Quente

Jornalismo de tecnologia. Por Guilherme Felitti.

os dados imprecisos da IFPI no Brasil

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Na semana passada, a International Federation of Phonography Industry divulgou seu balanço referente à 2006, o Digital Music Report 2007 (PDF).

A principal novidade é o fim da abordagem apocalíptica que todos os outros documentos do órgão davam à queda de CDs: pela primeira vez, o estudo destaca o aumento de 82% nas vendas de músicas digitais, não a queda no mercado físico.

(Dãããããããããããr. Bom dia, IFPI).

A música digital movimentou quase US$ 2 bilhões durante 2006 graças, segundo a IFPI, ao dobro de músicas disponíveis online e às novas lojas surgidas pelo ano.

Mas a lista não é completamente confiável. A IFPI mantém o mesmo erro notado na visita de seu presidente, John Kennedy, ao Brasil, que afirmava na época que o país tinha 12 lojas para compra de e-música.

De novo, amiguinhos. Plataformas próprias de venda, o mercado brasileiro tem 4: além do novo MusiG, iMúsica, UOL Megastore e Terra Sonora.

Todo o resto (são 24, ok, IFPI e ABPD?), são parceiros da pioneira iMúsica que usam a mesma plataforma com o próprio logo.

O estudo ainda comemora a maturidade do mercado de música digital mundial, que já pode explorar “novas fontes de arrecadação e modelos de negócios”.

Será? Não custa lembrar que o estudo foi publicado pouco antes do SpiralFrog, serviço que propunha o download gratuito de músicas por meio de parcerias de propaganda com gravadoras, perder seu CEO.

Written by Guilherme Felitti

January 29th, 2007 at 3:45 am

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