Sony Ericsson no trono e pras massas
Pobre usuário pobre, a Sony Ericsson quer você.
A fabricante da elite tech grã-fina, apontou suas armas cravejadas de topázios para o “povão” e anunciou que produzirá o modelo W300i da linha Walkman no Brasil como uma forma de baixar o preço do aparelho e, conseqüentemente, torná-lo mais disponível para o bolso das massas.
O preço (799 reais) não é um absurdo tão grande, principalmente pela presença do ótimo player musical e pela câmera VGA integrada – ok, é pouco, mas pelo menos tem.
A empresa, aliás, só não gagueja quando tenta explicar o por que da alegada alta penetração dos Walkmans no Brasil por que sabe que a linha tem uma graaaaaande margem de vantagem em comparação a outros competidores.
Quem bateria hoje o Walkman, a seta no alvo da Sony que fez o velho Morita delirar no caixão, no mercado de celulares musicais no Brasil? O RCKR? O naufrágio do “primeiro telefone com iTunes” foi apagado sem alarde pela Apple e pela Motorola, que integrou um tocador em Flash em outros modelos, do futuro da parceria.
A Nokia seria outra opção plausível, não fosse uma razão: tentar bater a linha Walkman com os aparelhos multimídia da empresa, a NSeries, seria matar mosca com bazuca.
Os equipamentos recém-lançados no Brasil têm um apuro tão avançado para funções multimídia, que passam longe da simplicidade cativante da linha Walkman. Brincar com um NSeries, mesmo o “antigo” N90, é se sentir numa ficção científica, tendo em mãos os supostos comunicadores que abrem portais no tempo.
O atrativo da Sony Ericsson, pelo lado contrário, é empactor funções avançadas numa embalagem simples, com interfaces copiadas do iPod e trazidas da linha clássica de câmeras CyberShot, da Sony. Comparado ao NSeries, o Walkman funciona da mesma maneira que o clássico tocador de fitas cassete: com o apertar de poucos botões.






